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Geógrafo pela Universidade Estadual de Santa Cruz-UESC,Ilhéus/Itabuna; Urbanista pela Universidade do Estado da Bahia, UNEB, Campus Salvador; Especialista em Metodologia para o Ensino Superior, pela Fundação Visconde de Cayru; pós-graduando em Ecologia e Intervenções Ambientais pelo Centro Universitário Jorge Amado, UNIJORGE.

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terça-feira, 16 de junho de 2015

Governo do Estado autoriza construção da Linha 2 do Metrô de Salvador e Lauro de Freitas

A ordem de serviço para o início da construção da Linha 2 do metrô, ligando Salvador a Lauro de Freitas, foi assinada nesta quinta-feira (5) pelo governador Rui Costa, durante a inauguração dos bicicletários das estações do Retiro e do Acesso Norte. A obra vai melhorar e ampliar os recursos destinados à mobilidade na capital baiana, tendo investimento aproximado (Linha 1 e Linha 2) de R$ 3,6 bilhões, por meio de Parceria Público-Privada (PPP) com a CCR Bahia.
“É um projeto importantíssimo para Salvador e para a Bahia. Hoje nós autorizamos o início da Linha 2, que vai chegar até Lauro de Freitas, garantindo que Salvador terá 41 quilômetros de metrô até 2017. É um marco para nossa capital e motivo de comemoração”, afirmou Rui.
O diretor-presidente da CCR, Luis Valença, disse que o contrato de PPP é robusto e completo. “Nós já entramos com mais de R$ 1 bilhão em recursos e precisamos que o projeto funcione. Uma PPP só funciona se o projeto for executado, ficar pronto. Isso, o que garantem são o contrato e o modelo. A população pode ficar tranquila porque terá um transporte seguro, rápido e de qualidade”.
Segundo o estudante Felipe Prazeres, o metrô agilizou sua vida. “Tenho conseguido chegar aos lugares sem passar por engarrafamento. Posso ir à Lapa, ao Campo da Pólvora, para onde vou quase todos os dias. Eu perdia muito tempo parado no trânsito”. Para ele, a Linha 2 será fundamental. “O impacto da nova linha será grande porque vai atravessar uma das regiões mais movimentadas da cidade. Então, quanto mais rápido a obra for concluída, melhor para a população de Salvador.
Geração de empregos 
Rui Costa destacou que a construção da Linha 2 é importante também para a geração de emprego e renda, uma vez que serão sete mil funcionários trabalhando na construção desse trecho do metrô, número que pode chegar a nove mil no período de pico das obras.
O carpinteiro Edson Bonfim vai trabalhar na obra. “O governo está empenhado em mobilidade e em gerar emprego para nós. Muitos pais que estavam desempregados, como eu, [agora] estão trabalhando e sustentando a sua família, graças a esta obra”.
Integração e nova rodoviária
O governador disse que a integração do metrô com os demais modais de transporte está sendo acompanhada pela Casa Civil do Estado. “Eu me reuni com os empresários do transporte da Região Metropolitana de Salvador [RMS] e pedi para acelerar esta integração, pois eu quero que esteja concluída até junho, quando a Estação de Pirajá vai entrar em funcionamento”.
Segundo Rui, ele também já se reuniu com o ministro do Planejamento [Nelson Barbosa] para conversar sobre os projetos estruturantes, que serão licitados em breve, como o do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e a construção da nova estação rodoviária, que vai receber também o metrô, BRT e ônibus metropolitanos e intermunicipais, além dos interestaduais.
De acordo com o governador, a nova rodoviária será associada ainda à construção de um grande equipamento de negócios que vai gerar milhares de empregos para os moradores da região. “A idéia é ter um empreendimento comercial associado a esta plataforma. Isso vai ser bom para a população de Cajazeiras, Paripe, Pau da Lima, que muitas vezes precisa se deslocar até a Barra, Ondina ou Comércio para trabalhar. Estas pessoas passarão a ter mais oportunidades de emprego perto de casa”.
Bicicletários
Os bicicletários inaugurados por Rui Costa nas estações do Retiro e do Acesso Norte têm capacidade para 108 bicicletas cada um. Os equipamentos são destinados ao uso exclusivo dos usuários do sistema metroviário. Segundo Rui Costa, o Estado vem estimulando o uso das bicicletas.
“As avenidas Pinto de Aguiar, Orlando Gomes, 29 de Março e Gal Costa terão ciclovias. As pessoas vão poder percorrer de bicicleta um pequeno trecho de casa até as estações de metrô e seguir para o trabalho. Vamos estimular que as empresas também montem bicicletários para que o trabalhador possa guardar sua bicicleta com segurança”, reforçou o governador.
Atendente do bicicletário inaugurado na Estação do Retiro, Geysiane Araújo informa que ao usar o bicicletário, pela primeira vez, a pessoa receberá as normas de funcionamento do equipamento. “Na chegada, é preciso apresentar documento com foto e comprovante de residência. O cadastro vai gerar dois cartões de identificação, um para o usuário e outro que fica preso na bicicleta. No retorno, ele deve apresentar o cartão e o documento para liberação da saída da bicicleta”.
Mobilidade Salvador
Segundo o secretário do Desenvolvimento Urbano, Carlos Martins, estão sendo investidos no Programa Mobilidade Salvador, do qual o metrô faz parte, cerca de R$ 8 bilhões. Os investimentos contemplam também as avenidas Gal Costa e 29 de março, corredores estruturais que vão ligar a orla do subúrbio à atlântica. Vamos substituir o trem do subúrbio por um VLT moderno, até o comércio. Já fizemos obras importantes como o Sistema Viário do Imbuí e as marginais da Paralela. São obras que visam desafogar o trânsito de Salvador e dar qualidade de vida às pessoas”.
Sistema Metroviário Salvador – Lauro de Freitas
Fonte: Secom/Sedur

Mapa do metrô da capital baiana

Até que enfim a linha 2 do metrô de Salvador vai sair

Prevista para 2017, Linha 2 do metrô terá 13 estações e 23 km; veja fotos

G1 detalhou como estão as obras do sistema metroviário.
Trajeto do Acesso Norte, na capital, até Lauro será feito em 31 minutos.

Estação Rodoviária (Foto: Divulgação / CCR)Projeto da Estação Rodoviária prevista para a Linha 2 do metrô de Salvador (Foto: Divulgação / CCR)
Serão 13 estações, cinco terminais de integração com ônibus e 23 quilômetros de extensão percorridos em 31 minutos em qualquer hora do dia. Este é o projeto da Linha 2 do metrô de Salvador, que está em construção e envolve, atualmente, 755 trabalhadores, dos 7 mil previstos nos momentos de maior volume.
Em contato com a CCR e Governo do Estado, responsáveis pela gerência do metrô, o G1 detalha como está a situação desta linha, prevista para operar somente em 2017 e que irá ligar a Estação Acesso Norte, na capital baiana, a Lauro de Freitas, na região metropolitana.
Salvador já conta com a operação de parte da Linha 1, que tem 7,3 quilômetros de extensão e cinco estações já inauguradas - Lapa, Campo da Pólvora, Brotas, Acesso Norte e Retiro. A Linha 1 foi inaugurada em 2014: 14 anos após iniciar as obras.
No dia 9 de abril de 2015, o governo deverá liberar a Estação de Bom Juá e o sistema da Linha 1 passará a ter, ao todo, 8,7 quilômetros. Em junho, será a vez da Estação Pirajá ser entregue. Também está em obra a Estação Bonocô, localizada entre as estações Brotas e Acesso Norte. As intervenções de ampliação da Linha 1 devem ser finalizadas até julho deste ano, segundo previsão do presidente da Companhia de Transportes da Bahia (CTB), Eduardo Copello, órgão ligado a Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Sedur).
Após 14 anos em obras, metrô de Salvador começou a operar em junho (Foto: Manu Dias/GOVBA)Linha 1 do metrô de Salvador já em operação
(Foto: Manu Dias/GOVBA)
"Hoje, até o Retiro, estamos transportando em torno de 26.270 mil pessoas por dia útil. Na última segunda-feira (9), tivemos o recorde de acessos por dia, que foi 31.134 pessoas em um único dia. O metrô, desde o início da operação, já carregou, aproximadamente, 3,9 milhões de passageiros", afirma o presidente da CTB Eduardo Copello. O sistema ainda realiza operação assistida, sem cobrança de tarifa.
As treze estações previstas para a Linha 2 são: Acesso Norte, Detran, Rodoviária, Pernambués, Imbuí, CAB, Pituaçu, Flamboyant, Tamburugy, Bairro da Paz, Mussurunga, Aeroporto e Lauro de Freitas. Segundo a CCR Bahia, atualmente, a Linha 2 passa por intervenções de infraestrutura como terraplanagem, drenagem e pavimentação, além de obras na região da alça de acesso da BR-324 à Avenida Antônio Carlos Magalhães.
Estação Detran (Foto: Divulgação / CCR)Estação Detran (Foto: Divulgação / CCR)
O trajeto do metrô na Linha 2 não será subterrâneo, mas em superfície. Quando ficar pronto, o transporte irá sair da Estação Acesso Norte e seguirá sob as alças da BR-324 e da Avenida Bonocô. A partir deste ponto, no sentido Salvador Shopping, a linha avançará ora pelo canteiro central, ora pela marginal da Avenida ACM, parte na superfície e parte em nível elevado, chegando à futura Estação Detran.
A partir da Estação Detran, o metrô seguirá em via elevada por cerca de 200 metros, acompanhando a margem esquerda do Rio Camurujipe, até chegar à Estação Rodoviária. A partir desta, o sistema segue em superfície passando sob o elevado dos Rodoviários e Nelson Dahia, até a Estação Pernambués, que será localizada em frente ao Supermercado Macro. Já na Avenida Paralela, o metrô seguirá na superfície pelo canteiro central indo até a Estação Aeroporto. Posteriormente, os trens chegarão à Estação Lauro de Freitas.
Mapa traz estações da Linha 1 e da Linha 2 do metrô (Foto: Divulgação / CCR)Mapa traz estações da Linha 1 e da Linha 2 do metrô (Foto: Divulgação / CCR)
De acordo com o presidente da CTB, Eduardo Copello, a previsão é de que a atual rodoviária da capital baiana e o Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-Ba) sejam transferidos de lugar.
"Existe um planejamento para transferência da rodoviária para [o bairro de] Águas Claras, mas ela só sairá de lá quando o metrô chegar até Águas Claras. O Detran, necessariamente, não tem data prevista porque não existiu a necessidade ainda", disse.
Estação Paralela (Foto: Divulgação / CCR)Estação Paralela (Foto: Divulgação / CCR)
Na Avenida Paralela, o metrô irá passar pelo canteiro central e irá ficar, praticamente, no mesmo nível da pista. Segundo Copello. Caso seja necessária a retirada do local, as árvores serão replantadas em outro lugar.
"Na Lagoa do Imbuí, o metrô irá passar em pilares, mas no nível da própria Avenida Paralela", explica. "Em toda a avenida haverá implantação dos parques lineares. Nas margens da linha do metrô, vão haver áreas de lazer, pista de cooper, ciclovia, equipamentos de ginástica", completa.
Integração com ônibus e impasse
Ao todo, o sistema metroviário contará com cinco terminais de integração de passageiros entre ônibus e metrô: Acesso Norte, Rodoviária, Pituaçu, Mussurunga e Aeroporto. No entanto, ainda não há uma definição sobre quais ônibus serão utilizados: os da linha convenional que rodam na capital baiana, ou veículos próprios para este tipo de integração.
"O metrô foi planejado como um serviço estruturante, que necessita de integração. Ele não tem capilaridade de chegar a todas as regiões da cidade. Existe um contrato de convênio entre Salvador e Lauro de Freitas, que prevê que a integração seja feita através da alimentação do sistema coletivo urbano já existente nesses municípios. Em princípio, seria com os mesmos ônibus, com ajustes nas linhas, para que possam parar junto às estações e nos terminais de integração. Porém, o próprio convênio prevê a possibilidade de, não acontecendo isso, que o serviço possa ser prestado diretamente pelo metrô. Mas o ideal é que a gente consiga que possa ser feita a integração ao sistema de transporte coletivo do próprio município", explica Eduardo Copello.
Como não há uma definição sobre como será a integração, isso também afeta o início da cobrança da tarifa, afirma o presidente da CTB. "Nesse momento, a gente não tem definição completa da questão tarifária junto ao sistema de transporte. Existem negociações e elas não foram concluídas. A cobrança envolve a integração, porque precisa dessa definição".
Estação Acesso Norte Linha 2 (Foto: Divulgação / CCR)Estação Acesso Norte Linha 2 (Foto: Divulgação / CCR)
Avaliação
A CCR afirma que não houve erro de projeto durante a construção do sistema metroviário na capital baiana, mas reconhece que foram realizadas adaptações e modernizações para atender ao novo traçado do metrô. A empresa cita como exemplo a Estação Pirajá, que teve seu projeto alterado em função da inclusão do "Tramo 3" (Pirajá-Águas Claras/Cajazeiras), não previsto anteriormente.
Copello também avalia que as obras estão seguindo dentro do cronogramada contratural. "Os pequenos atrasos são compensados com alguns avanços. É ritmo de uma obra normal que segue", opina.
Estação de metrô, em Salvador. (Foto: Divulgação/ CCR Metrô)Estação de metrô, em Salvador (Foto: Divulgação/
CCR Metrô)
Histórico
O metrô de Salvador começou a ser construído no ano 2000 e deveria ter ficado pronto em 2003. A Linha 1 foi projetada para ter 12 quilômetros, ligando o centro de Salvador ao bairro de Pirajá, mas só 7,3 quilômetros estão prontos até o momento. Em abril de 2013, o Governo da Bahia assumiu a gestão do metrôde Salvador, que até então, era da Prefeitura Municipal.
De acordo com o Governo da Bahia, ao todo, o Sistema Metroviário terá investimento de R$ 3,6 bilhões, sendo que R$ 1,4 bilhão da CCR, R$ 1,2 bilhão do Governo Federal e R$ 1 bilhão do Governo 
Estadual.
Fonte: ibahia.com

sábado, 9 de maio de 2015

Projeto Centralidades: reforma de espaços antigos de Salvador

Reforma da Liberdade prioriza o pedestre e prevê ordenamento do comércio informal


Programa Centralidades, que prevê reformas em diversos bairros, começará pela Liberdade, que terá requalificação de praças e espaços de lazer, melhoria de iluminação, mudança de mobiliário 






O Largo da Lapinha será um dos pontos que passarão por requalificação (Foto: Divulgação)

O dominó de todo dia dos amigos José Carlos dos Reis, 62 anos, e Marlon Ramos, 38, no Largo da Gengibirra, na Liberdade, é cheio de desconforto. O banco está torto, por conta dos desníveis no piso da praça. A pintura do espaço de convivência está descascando e com cara de que não recebe nem uma mão de tinta há tempos. Mesinha para o tabuleiro? Um luxo que eles não têm. 

Mas, nos próximos meses, a promessa é de que o Largo da Gengibirra vai ficar bem diferente – os amigos vão poder até ostentar mesas para o jogo. Além disso, o visual de outros importantes largos da região, como o da Soledade,  da Lapinha,  do Guarani e o do Queimado, além da Rua Lima e Silva (incluindo o Largo do Plano Inclinado e a Feira do Japão), vai mudar. Isso porque, através do programa municipal Centralidades, toda a Liberdade deve ficar de cara nova.
  
O bairro será o primeiro a receber as ações do projeto, a exemplo de pavimentação, drenagem, melhorias na iluminação e paisagismo. Ao todo, serão cerca de 50 mil m² de área reurbanizada. 

Os próximos bairros que devem passar por requalificação não foram fechados, mas, segundo a presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), Tânia Scofield, todos os locais são bairros consolidados, antigos e populares. “Atuamos nos centros desses locais, para onde toda a população do bairro converge por algum motivo. E escolhemos a Liberdade para começar porque há muito tempo não se faz nenhuma intervenção estruturante”. 

Apesar de o valor total do projeto ainda não ter sido definido, todas as obras devem ser bancadas pelo município. A licitação será publicada até julho, quando o projeto executivo for concluído. Só então será marcado o prazo para início e fim das obras. 

Identidade 

Ainda de acordo com Tânia, o que norteou o projeto da Liberdade foi a intenção de priorizar o pedestre. “Mas não vamos desconsiderar a identidade local da Liberdade, que é muito forte, especialmente com o comércio e com os ambulantes. As praças ali são pequenas, mas o projeto pensou nos usos que os moradores fazem dela, seja com um parquinho infantil, com bancos ou com academia para idosos”, explica. 

Também serão feitas melhorias nos pontos de ônibus, além da construção de banheiros públicos, espaços para caminhadas e atividades físicas e novo paisagismo. Só não foi definido ainda se as redes elétrica e de telecomunicações serão aterradas. “Vamos decidir em breve, porque tem um custo muito alto”. 

Todas as medidas foram discutidas e pensadas a partir de oficinas realizadas com a própria comunidade, especificamente para isso. Foram três oficinas: em novembro, em dezembro e em janeiro. Até que, na última quarta, o projeto foi apresentado aos moradores. “Buscamos ouvir o cidadão para que ele se sinta participante, tanto do processo quanto da construção. Hoje em dia, está em voga a importância de definir dentro dos bairros os centros de convivência para as pessoas”, diz o secretário municipal de Urbanismo, Silvio Pinheiro. 

Para completar, todo o comércio informal da Liberdade será ordenado. Na Rua Lima e Silva e na Feira do Japão, todos os ambulantes devem receber barracas padronizadas. Segundo a secretária municipal da Ordem Pública, Rosemma Maluf, os equipamentos que serão disponibilizados devem ter dimensões de 1m x 0,8m.
 
“O ambulante faz parte daquele cenário. As calçadas serão alargadas e as barracas terão locais estabelecidos para a instalação”. Ao todo, existem cerca de 200 comerciantes informais na Lima e Silva e outros 140 na Feira do Japão.

Fonte: Correio 24H