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Geógrafo pela Universidade Estadual de Santa Cruz-UESC,Ilhéus/Itabuna; Urbanista pela Universidade do Estado da Bahia, UNEB, Campus Salvador; Especialista em Metodologia para o Ensino Superior, pela Fundação Visconde de Cayru; pós-graduando em Ecologia e Intervenções Ambientais pelo Centro Universitário Jorge Amado, UNIJORGE.

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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Nutrição - o que comer após os exercícios físicos


Aprenda o que comer antes e depois da atividade física


Se alimentar corretamente é fundamental para ter os efeitos desejados


Começamos bem! Primeiro, estamos fazendo ginástica e isso é muito bom. Segundo, sabemos que devemos comer alguma coisa antes e depois de terminar os exercícios, o que é melhor ainda. A maior fonte de energia para o trabalho muscular durante o exercício físico é proveniente da glicose do fígado. Isso ocorre quando estamos fazendo nossa atividade física habitual ou quando um atleta de alta performance está em atividade. Essa utilização dos nossos estoques hepáticos de glicose determina perda de até 50% da reserva de glicose na primeira hora. A utilização dessa fonte de energia também ocorre normalmente durante as nossas atividades da vida diária, inclusive no repouso noturno, o que determina grande perda noturna da glicose do fígado e a necessidade de nos alimentarmos pela manhã antes da ginástica. Se o maior substrato para o exercício e para a manutenção da atividade cerebral é a glicose, nada mais óbvio do que utilizá-la antes da malhação. Isso poderá evitar os sintomas nada agradáveis da hipoglicemia baixa de glicose no sangue caracterizada por mal estar, sudorese fria, palidez cutânea, tremores, palpitações e o vexame de um desmaio durante os treinos. Muitas vezes, os sintomas são mais sutis, como cansaço físico, baixo rendimento na ginástica e dores de cabeça. 


Os aliados 
A melhor forma de ingerir glicose é aquela em que as inúmeras moléculas de glicose são ligadas entre si em uma longa cadeia, produzindo um carboidrato complexo ou amido na forma de pão. Isso mesmo! O pão é o melhor alimento para garantir nosso substrato de glicose quando vamos nos exercitar. 

Não adianta comer uma banana e ir para a academia como muitas pessoas fazem. A diferença básica é de que no amido, as moléculas de glicose são liberadas para o sangue de maneira lenta e gradual, garantindo um suporte energético estável e contínuo, ao passo que os carboidratos das frutas são basicamente frutose e sacarose, que são carboidratos de liberação rápida. 

Além disso, podemos ir um pouco além e fazer uma dieta balanceada, que nos garanta a ingestão de carboidratos em todas as refeições, inclusive naquela que antecede o dia da ginástica, garantindo, assim, estoques completos de glicose no fígado e um alto rendimento físico durante a ginástica. 

A ingestão de carboidratos não atrapalha os planos de quem deseja perder peso. Uma dieta balanceada tem 50% de suas calorias na forma de carboidratos e para que ela induza a perda de peso, basta que seu total calórico seja menor do que o gasto calórico da pessoa em questão. Além disso, é importante entender que a perda de peso não ocorre somente enquanto nos exercitamos, uma vez que a prática regular de atividade física aumenta o nosso gasto calórico diário e não apenas enquanto nos exercitamos. Como nosso estoque de glicose é limitado, o organismo humano utiliza as gorduras como fonte de energia quando a pratica de atividade física tem duração superior a 30 minutos. 

A utilização de gordura como energia evita que os estoques de glicose reduzam a valores muito baixos, prevenindo assim episódios de hipoglicemia. A gordura utilizada para gerar energia durante a atividade física é proveniente dos estoques corporais, na forma de triglicérides armazenado nas células gordurosas ou circulantes na corrente sanguínea. 

A utilização de gordura e de glicose acontece de forma simultânea, porém a glicose é utilizada em menor proporção. Isso significa que para o organismo humano utilizar gordura durante exercício físico, nosso estoque de glicose deve estar adequado, e só conseguimos isso com alimentação balanceada. 

Logo, quando praticamos uma atividade física simples, devemos fazer um lanche com duas ou três fatias de pão branço ou integral e laticínios magros como queijo branco frescal ou embutidos magros, como o presunto de peru ou a blanquette de peru. 

À medida em que nossa atividade física vai ficando mais intensa, precisamos também de uma dieta mais elaborada e de uma suplementação de carboidratos, caso dos atletas que participam de corridas de longa distância e de maratonas.

Hidrate o corpo
Além das medidas dietéticas, a hidratação antes e durante os exercícios físicos, proporciona a reposição da água perdida durante os mesmos, impedindo a desidratação e a perda eletrolítica. Nos casos simples, pode ser feita com água potável, podendo ainda se utilizar líquidos isotônicos, observando os cuidados na quantidade 
calórica ingerida, calculando-se esse percentual na dieta do atleta. Quando a pessoa consegue se alimentar corretamente antes da ginástica e consegue ainda boa hidratação durante a realização dos exercícios, sua próxima refeição pode ser no horário habitual da dieta. Melhor ainda seria deixar uma ou duas porções de frutas para o final da ginástica. Além de hidratar, elas garantem suprimento de frutose, sacarose e eletrólitos que recompõem com propriedade as forças do guerreiro para a ginástica do dia que começa. 
Fonte: Minha Vida.

Saúde - turbine pernas e bumbum


Spinning define pernas e bumbum e aumenta a resistência


Pegar pesado no ciclismo indoor traz resultados garantidos


Conhecido como o "detonador de calorias", o spinning é uma das aulas mais disputadas das academias. E não é por menos. Ele queima gorduras, fortalece os músculos e, de quebra, aumenta a resistência cardiovascular e respiratória. 

O gasto energético varia de 500 a 700 calorias por hora, dependendo da intensidade da aula e do condicionamento físico do praticante. "O emagrecimento é realmente o grande benefício que este exercício proporciona", explica Jean Carlo, professor da Reebok Club.

Ele ressalta outros benefícios da prática regular de spinning, como a ativação cardio-respiratória, o, fortalecimento dos membros inferiores (pernas e glúteos), do abdômen e da região lombar. "A atividade contribui ainda para a redução do colesterol, da pressão arterial, ajuda no controle do diabetes e diminui o risco de doenças coronarianas", completa Jean.  
Spinning define pernas e bumbum e aumenta a resistência  - Foto: Getty Images
Com tantos benefícios, é de se entender porque o ciclismo indoor se consagrou no horário nobre das academias. Se você está começando agora, a dica é usar uma bermuda acolchoada, ou levar um banco de gel. O selim da bicicleta é muito duro e estreito para quem não está acostumado.

Hora de regular a bike 
Primeiro, coloque o banco na altura dos seus ossinhos do quadril. Depois, certifique-se que ele não está muito para frente nem para trás. Para isso, sente-se no banco, com os pés paralelos ao chão, e veja se seus joelhos ficam alinhados com o tornozelo. Regular o guidão também é fácil. A distância dele para o banco deve ser do mesmo comprimento do seu antebraço, com os dedos estendidos. Lembrando que o guidão deve ficar sempre mais alto que o banco. Depois, suba na bike e verifique se falta algum ajuste. E lembre-se: a maior parte das lesões está relacionada à má regulagem do equipamento. 
As aulas de spinning são frequentadas por homens e mulheres, entre 15 e 60 anos, que demonstram um perfil ativo e buscam uma atividade com grande dispêndio de energia física. Mas atenção às contra-indicações. "Não devem encarar o exercício pessoas que tem problemas cardíacos severos e elevados graus de comprometimento dos joelhos e coluna", explica Jean Carlo. Se praticar spinning de duas a três vezes por semana, você verá os resultados mais significativos a partir dos dois meses.

Acessórios 
Tenha sempre a mão uma toalhinha, para enxugar as mãos e evitar que elas escorreguem no guidão. Também carregue uma garrafinha com água ou isotônico para se reidratar. Essa segunda opção repõe os sais minerais e carboidratos perdidos durante o exercício, dando mais disposição aos atletas. Mas se sua intenção é perder peso, lembre-se: a bebida é calórica. Também vale a pena investir em um frequencímetro, uma espécie de cinto, colocado na cintura, que mede os batimentos cardíacos. Assim, fica mais fácil saber se você está na zona-alvo, para queima de gorduras. 
Fonte: Minha Vida.

Infraestrutura - mais sobre a ponte Salvador-Itaparica

Ponte de 12 km vai ligar Salvador 
à ilha de Itaparica

Construção de R$ 7 bilhões terá 700 m de trecho estaiado e 160 m de extensão móvel para a passagem de grandes embarcações


A capital da Bahia e a ilha de Itaparica serão ligadas por uma ponte de aproximadamente 12 km de extensão. A obra foi projetada pelo consórcio formado pela OAS, Camargo Corrêa e Odebrecht Transport e deve custar R$ 7 bilhões.
Divulgação: Governo da Bahia
Trecho estaiado terá 700 m de extensão

A ponte terá seis faixas de tráfego e duas de acostamento, com 27 m de largura. O trecho estaiado terá 700 m de extensão, 70 m de altura e 25 m de profundidade, permitindo a passagem de grandes embarcações. Esse vão será sustentado por dois mastros de estrutura triangular, seguindo a inclinação dos estais. No topo dos mastros haverá um mirante, que será acessado por bondinhos.
Outro trecho importante da ponte é um espaço móvel, por onde a estrutura das vias rodará sobre o próprio eixo para permitir a passagem de volumes maiores, como plataformas de petróleo, por exemplo. Esse trecho deverá ter um vão de 160 m e interromperá o tráfego quando estiver funcionando.
Cada pilar da ponte deverá ter entre 200 e 250 m de distância entre si, para garantir a vista da paisagem da baía. A construção deve ser iniciada em 2014, com conclusão prevista para 2018.
 
A partir da ponte, será construído o Sistema Viário Oeste, proporcionando a duplicação das BA's 001 e 046, nos trechos entre Bom Despacho, Nazaré e Santo Antônio de Jesus. Será ainda implantada nova rodovia ligando os municípios de Santo Antônio de Jesus e Castro Alves e, a partir daí, a duplicação da BA-493 até o entroncamento com a BR-116.

Divulgação: Governo da Bahia
Ponte terá aproximadamente 12 km de extensão
Divulgação: Governo da Bahia
Mastros terão mirantes no topo
Fonte: PINIweb

domingo, 2 de outubro de 2011

Cultura - novo teatro para Salvador

Salvador ganha novo teatro



A capital baiana ganhou novo espaço para cultura e arte. O Teatro São Paulo, no próprio Colégio, no Itaigara, foi inaugurado ontem, terça-feira, dia 27. Com projeto moderno, que une funcionalidade e conforto, o Teatro São Paulo tem capacidade para acomodação de cerca de 300 pessoas, Foyer com 80m² e salas de Artes e de Música, além de toda a estrutura necessária para abrigar grandes acontecimentos.
“É um orgulho pra nós entregarmos um espaço moderno como este que contribuirá para a difusão da cultura e da arte”, afirma professor Antônio Jorge, diretor da Instituição.
O palco, um espaço cuidadosamente projetado numa área de 130 m², tem como suporte uma sala técnica, um depósito para cenário com 23 m² e ainda dois amplos camarins, masculino e feminino. Além disso, todos os ambientes públicos são dotados de rampas para acesso de cadeirantes, além de sistemas de segurança, prevenção a incêndios e ar condicionado com controle individual de temperatura.
Na quinta-feira (29), é a vez de todos os alunos do Ensino Fundamental e Médio conhecerem o espaço. E, em outubro, também estão sendo programadas outras atividades, como um evento solidário com apresentação da peça A Bofetada, exclusivo para ex-alunos do Colégio São Paulo, que está completando 34 anos de fundação.
Fonte: Tribuna da Bahia

Infraestrutura urbana - ponte ligará Salvador à Ilha de Itaparica. Será?????

7 anos e 7 bilhões: veja como vai ser o processo de construção da ponte Salvador-Itaparica


Mas o que parece simples tem ainda uma grande barreira: onde conseguir R$ 7 bilhões, com os governos federal e estadual sem dinheiro no cofre?


Dois setes separam a realidade do que deve ser a ponte entre Salvador e a Ilha de Itaparica: 7 anos e R$ 7 bilhões. Estes são o prazo e a grana para transformar a imagem da modernidade aí acima na única via sobre a Baía de Todos os Santos, cujo projeto foi apresentado pelo governo do estado ontem à tarde, na Fundação Luís Eduardo Magalhães (CAB).

O traçado e as especificações da ponte fazem parte do projeto vencedor, disputado por dois grupos empresariais: a Plano Engenharia, composta pela Queiroz Galvão e Carlos Suarez Participações, e o consórcio escolhido, formado pela OAS, Camargo Corrêa e Odebrecht. Para o governo, o plano não é só acabar com a tormenta dos ferries, mas criar um vetor de desenvolvimento na ilha
De acordo com o projeto vencedor, a ponte será um grande “S” de 11,7 quilômetros de extensão por 27 metros de largura, com seis pistas de circulação e outras duas de acostamento. No vão central, por onde passarão grandes embarcações, há uma elevação de 70 metros de altura, feita para liberar navios com destino ao Porto de Salvador.Tudo isso interligado à Via Expressa, à BA-001 e à BR-242, criando outras opções de acesso à capital além da BR-324.
Para não atrapalhar a navegação de embarcações como plataformas petroleiras, cuja altura é superior a 70 metros, o projeto prevê uma ponte móvel de 160 metros, que cria uma brecha na estrutura. Nesses momentos, o trânsito seria interrompido.
Segundo o secretário do Planejamento, Zezéu Ribeiro, em Salvador o trecho inicial da ponte será construído entre o cais do porto e o Terminal Marítimo de São Joaquim. Já na Ilha, ficará próximo à localidade de Gameleira.
“Nos preocupamos com a estética também, para que não agredisse a paisagem da baía”, salientou Ribeiro. Para isso, os pilares teriam distância de 250 metros entre si. “Exigi que fosse evitado o formato ‘paliteiro’, como na ponte Rio-Niterói”, disse o governador Jaques Wagner.
Para que fique pronta até 2018, como estabeleceu o governo do estado, a meta é vencer entraves burocráticos à ponte: estudos técnicos e ambientais e o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano dos municípios de Vera Cruz e Itaparica.
De acordo com Wagner, se o governo vencer as etapas técnicas, em 2014 o processo de licitação já estaria concluído; no mesmo ano, começaria a construção da ponte, cujo tráfego, adiantou o governador, será pedagiado. Mas o que parece simples tem ainda uma grande barreira: onde conseguir R$ 7 bilhões, com os governos federal e estadual sem dinheiro no cofre?
A ideia é que a maior parte dos recursos venha da iniciativa privada, através da criação de um fundo de investimentos, que captaria recursos em troca de terrenos na Ilha. Ou seja, os empresários receberiam, de contrapartida, a possibilidade de lucrar com um eventual boom imobiliário na região.

Veja como ficará a ponte


Fontes: AGECOM e Correio da Bahia

Meio ambiente - municípios com melhores índices de saneamento básico

Instituto Trata Brasil divulga novo ranking do saneamento com avaliação dos serviços nas 
81 maiores cidades do País 

Estudo revela lentidão nos avanços do atendimento voltado à água e esgotos, além de mostrar o que ocorre com esgoto gerado por mais de 72 milhões de brasileiros

O Brasil melhora muito lentamente na prestação dos serviços de água, coleta e tratamento dos 
esgotos, mesmo após a retomada dos investimentos no setor, e está distante da tão sonhada 
“universalização” dos serviços que não acontecerá sem um maior engajamento e 
comprometimento dos governos federal, estaduais e principalmente os municipais. Essa é a 
constatação do mais novo levantamento do Instituto Trata Brasil que avaliou os serviços prestados 
nas 81 maiores cidades brasileiras, com mais de 300 mil habitantes.  
O levantamento tem base no SNIS – Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, ano 
2009, recém divulgado pelo Ministério das Cidades. As informações são fornecidas 
espontaneamente pelas empresas prestadoras dos serviços nessas cidades.  
“São as cidades que concentram a maior parte da população do país e, portanto, também os 
maiores problemas sociais decorrentes da falta destes serviços”, afirmou Édison Carlos, 
presidente do Instituto Trata Brasil. 

Estudo 

Para fazer o ranking, o Trata Brasil considera várias informações prestadas pelas empresas 
operadoras de saneamento nas cidades, tais como a população total atendida com água tratada e 
com rede de esgoto; tratamento do esgoto por água consumida; índice total de perda de água 
tratada - calculado com base nos volumes totais de água produzida e de água faturada 
demonstrando a eficiência do operador, tarifa média praticada e que corresponde à relação entre 
a receita operacional do prestador do serviço e o volume faturado de água e de esgoto na cidade, 
além dos investimentos em relação à geração de caixa dos sistemas, compreendendo a 
arrecadação sem despesas operacionais. Para cada indicador o estudo estabelece um ranking de 
evolução e a combinação destes dados classifica a cidade no ranking.  
Carlos explica:  “Em coleta e tratamento de esgotos é adotado peso 2, por serem os indicadores 
que geram os maiores impactos negativos, tanto sociais quanto ambientais. Como o mesmo 
critério é adotado todos os anos pode-se comparar os avanços e retrocessos de cada cidade no 
tempo.”
Como são consideradas as cidades acima de 300 mil habitantes, em relação ao ranking de 2008, 
no ranking de 2009 foi excluída a cidade de Caruaru (PE) por ter ficado abaixo deste número e 
incluída a cidade de Caucaia (CE) com cerca de 335.000 habitantes.  

Atendimento em água 

O levantamento mostrou que 66 das 81 cidades analisadas informaram atender 80% (oitenta por 
cento) ou mais da população com água tratada, sendo que, destas, 20 informaram  ter cobertura 
de 100% (cem por cento), sinalizando assim a universalização no atendimento. Por outro lado, 15 
(quinze) cidades apresentaram atendimento inferior a 80% (oitenta por cento) da população,  sendo duas do Pará: Ananindeua e Belém; uma da Bahia: Vitória da Conquista; duas de São 
Paulo: Itaquaquecetuba e Guarujá; quatro do Rio de Janeiro: Belfort Roxo, Nova Iguaçu, Duque 
de Caxias e São João do Meriti e ainda Porto Velho/RO; Caucaia/CE; Jaboatão dos 
Guararapes/PE, Aparecida de Goiânia/GO, Rio Branco/AC, Macapá/AM. 

Atendimento em esgoto 

O índice médio em coleta de esgoto nas 81 cidades foi da ordem de 57% (cinquenta e sete por 
cento) da população.  28 (vinte e oito) cidades informaram ter índice de coleta de esgoto superior 
a 80% (oitenta por cento) da população, sendo que, deste total, 3 (três) informaram ter 100% (cem 
por cento) de coleta: Belo Horizonte, Porto Alegre e Montes Claros. Por outro lado, 53 (cinquenta 
e três) cidades apresentaram índices de coleta inferiores a 80% (oitenta por cento).  
Com índice de coleta de esgoto igual a ZERO estão as cidades de Ananindeua (PA) e as 
cidades fluminenses de Duque de Caxias, Nova Iguaçu e São João do Meriti. 
No que se refere ao tratamento, o índice selecionado pelo Trata Brasil informa o volume médio de 
esgoto tratado em função da água consumida e nas cidades classificadas a média foi da ordem de 
39% (trinta e nove por cento).  16 (dezesseis) cidades informaram ter índices superiores a 70% 
(setenta por cento) e 44 municípios informaram ter índice de tratamento abaixo do percentual 
médio de 39% (trinta e nove por cento), incluindo-se as capitais Rio Branco, Aracaju, Natal, 
Cuiabá, Porto Alegre, São Luís, Teresina, Macapá e Belém.  
Informaram ter índice de tratamento igual a ZERO, em 2009, 7 (sete) cidades: Ananindeua, 
Bauru, Duque de Caxias, Guarulhos, Montes Claros, São João do Meriti e Porto Velho. A 
cidade de Nova Iguaçu indicou ter Zero em coleta de esgotos, então pode-se pressupor 
também dispor de ZERO em tratamento. 

Avanço lento 

O estudo revelou que, se considerarmos o período entre os anos de 2003 e 2009, houve um 
avanço de 2,9 pontos percentuais no atendimento de água tratada, 12,1 pontos na coleta de 
esgotos e de 7,8 pontos percentuais no tratamento dos esgotos. 
“Apesar de serem números relevantes, são muito baixos para um período de 7 anos. Se 
considerarmos os avanços nos últimos 5 anos, por exemplo, vemos que a melhoria em coleta de 
esgotos foi de apenas 2,8 pontos percentuais e de 6,7 pontos no tratamento, ou seja, 
crescimentos insuficientes para a necessidade do Brasil em resolver estas carências”, afirma 
Carlos. 
Pelos números levantados pelo Trata Brasil, em 2009 somente estas 81 grandes cidades 
despejaram no meio ambiente cerca de 5 bilhões de litros de esgoto sem tratamento por dia, 
contaminando solo, rios, mananciais e praias  do País, com impactos diretos à saúde da 
população.
   
Melhores X Piores no Saneamento pelo SNIS 2009 

Como os avanços na oferta dos serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de 
esgotos foram muito baixos, os principais motivos para as alterações de posição entre as 10 
cidades melhor posicionadas no novo ranking foram o volume de investimentos, a redução de 
perdas de água tratada e pequenos aumentos na tarifa média cobrada.

Na comparação 2009 com 2008, oito das dez primeiras cidades se mantiveram neste grupo que 
agora conta com as cidades de Curitiba e Londrina, ambas do PR. O município de Santos (SP) 
assumiu o primeiro lugar no ranking 2009. Em 2008, especificamente por não ter fornecido 
algumas informações usadas no cálculo, a cidade ocupava a quinta colocação. Em 2009, já como 
todas as informações e por ter aumentado seus investimentos, a cidade passou ao primeiro lugar. 
Jundiaí (SP), que ocupava a liderança no ranking publicado ano passado, caiu para a quarta 
posição devido a uma redução de investimentos e aumento de sua tarifa média.  
“Com certeza, todas as 10 cidades melhor colocadas possuem ótimos índices de atendimento e 
gestão, então qualquer pequeno avanço ou retrocesso de um ano a outro causa mudanças de 
posição. Entre elas, portanto, a posição no ranking deve ser vista mais como indicativa”, explica 
Carlos. 
O ranking mostra ainda que, no conjunto dos indicadores avaliados, estão entre as melhores 
cidades do País: Santos (SP), primeiro colocado, com operação estadual; Uberlândia (MG), em 
segundo, com operação municipal; Franca (SP), em terceiro, com operação estadual; Jundiaí 
(SP), em quarto, com operação municipal em parceria com o setor privado; Curitiba (PR), com 
operação estadual em quinto; Ribeirão Preto (SP), em sexto, com operação municipal em parceria 
com o setor privado; Maringá (PR), em sétimo, com operação estadual; Sorocaba (SP), em oitavo, 
com operação municipal; seguida de Niterói (RJ) em nono lugar e operação privada e Londrina 
(PR) em décimo e também com operação estadual na prestação dos serviços. 
Cabe destacar a entrada de Curitiba (PR), que passou da 11ª  para a 5ª posição devido à melhoria 
no índice de tratamento dos esgotos e aumento importante nos investimentos em 2009 e Londrina
(PR) que melhorou por ter avançado em quase todos os itens do ranking. Deixaram de fazer parte
das 10 melhores, as cidades de Brasília e Belo Horizonte que agora ocupam, respectivamente, a
13ª. e 14ª. posições.

Queda no ranking 

Analisando alguns municípios que caíram no ranking nota-se o caso de Mogi das Cruzes (SP), 
que ocupava a 20ª. posição pelos números 2008 e passou para a 33ª em 2009. O município, que 
declarou em 2008 coletar 89% do esgoto, declarou em 2009 ter coletado 80%, um dos motivos da 
queda. 
Florianópolis (SC) passou da 29ª para a 39ª posição (2008 x 2009) devido ao aumento nas perdas 
de água e da tarifa.  Já Niterói (RJ) perdeu posição por ter reduzido seus investimentos, 
proporcionalmente à geração de caixa, e aumentado a tarifa média. Santo André e Campinas (SP) 
caíram por aumento de tarifa e redução de investimentos. Recife (PE) informou grandes 
investimentos em 2009, mas teve queda na tabela devido ao aumento na tarifa e por ter tido, 
naquele ano, geração de caixa negativo.

As piores em saneamento

As 10 últimas cidades no ranking foram Canoas (RS), que atende apenas 14% da população com 
coleta de esgoto; Jaboatão dos Guararapes (PE) com 8% de coleta; Macapá (AP) com 7%; 
Ananindeua (PA) e Nova Iguaçu (RJ) sem nenhuma coleta; Belém (PA) com 6% de coleta, São 
João de Meriti (RJ) sem coleta de esgotos; Belford Roxo (RJ) com 1% de coleta; Duque de Caxias 
(RJ) sem coleta e Porto Velho (RO) com 2% de coleta e que ocupa a última posição. 

Carlos afirma: “Um dos pontos de preocupação apontados no novo ranking foi que as dez últimas 
cidades continuam sendo as mesmas já há três anos, o que reflete a dificuldade em se obter 
melhorias nestes municípios.”


Conclusão 

O levantamento mostra que há sinais evidentes de avanços no setor de saneamento quando 
consideramos um período mais longo de tempo, por exemplo, de 2003 a 2009. Quando 
consideramos, no entanto, períodos de tempo menores (3 a 5 anos), fica claro que os avanços 
são pequenos e que não há uma melhoria expressiva nas coberturas de água e esgoto, 
principalmente nas cidades com as maiores carências destes serviços.  
Para o presidente do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, a distância entre as melhores cidades e 
as piores esta aumentando:  “Acompanhamos os esforços das empresas de saneamento e dos 
gestores municipais, mas os resultados preocupam porque, a se seguir neste ritmo, a 
universalização do saneamento no país como um todo seguirá sendo um sonho distante. É 
preciso estimular novas formas de gestão, parcerias entre as empresas públicas, municipais e 
estaduais, aproveitar o conhecimento das parcerias público-privadas em vigor, enfim, temos que 
usar todas as formas para progredir mais rapidamente”. 
O saneamento vive um problema muito mais complexo do que só a falta de recursos. É 
fundamental melhorar a gestão das empresas, reduzir as perdas de água e fiscalizar o 
cumprimento da Lei do Saneamento (11.445/07) exigindo, entre outras coisas, a elaboração dos 
Planos Municipais de Saneamento Básico e a criação das Agências Reguladoras locais. 
O presidente executivo do Trata Brasil também chama atenção para as eleições em 2012:  “Os 
números do SNIS falam por si e está clara a responsabilidade dos Prefeitos, por isso, é 
fundamental cobrar compromisso dos candidatos a Prefeito e Vereador para com o saneamento 
básico. Somente assim conseguiremos mudar esta triste realidade brasileira,” conclui.


ESGOTO NO BRASIL – 81 maiores cidades (dados SNIS 2009) 

 81 cidades brasileiras observadas no estudo
 72,7 milhões de habitantes
 150 litros de água por dia foi o consumo médio do brasileiro nestas cidades
 80% da água consumida se transformam em esgoto
 Em média, 36% de toda a água produzida foi perdida em vazamentos, falta de medição ou
ligações clandestinas,
 Apenas 57% de todo o esgoto produzido nestas cidades foi coletado por meio de um
serviço público.
 Em média, apenas 39% do volume de água consumida nessas cidades recebeu algum tipo
de tratamento,
 Na soma destas cidades, aproximadamente 5 bilhões de litros de esgoto / dia não
receberam nenhum tipo de tratamento e foram parar na natureza.




Instituto Trata Brasil

O Instituto Trata Brasil é uma Organização da  Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP),
iniciativa de responsabilidade socioambiental que visa à mobilização dos diversos segmentos da
sociedade para garantir a universalização do saneamento no País.
Criado em julho de 2007, o Instituto Trata Brasil tem como proposta informar e sensibilizar a
população sobre a importância e o direito de acesso à coleta e ao tratamento de esgoto e
mobilizá-la a participar das decisões de planejamento em seu bairro e sua cidade; cobrar do poder
público  recursos para a universalização do saneamento; apoiar ações de melhoria da gestão em
saneamento nos âmbitos municipal, estadual e federal; estimular a elaboração de projetos de
saneamento e oferecer aos municípios consultoria para o desenvolvimento desses projetos, e
incentivar o acompanhamento da liberação e da aplicação de recursos para obras.


Hoje, o Instituto conta com o apoio das empresas e entidades Amanco, Braskem, Solvay Indupa,
Tigre, CAB Ambiental, Foz do Brasil, Saint-Gobain, Fundação Getúlio Vargas (FGV), Pastoral da
Criança, Agencia Nacional de Águas (ANA), Associação Brasileira de Agências de Regulação
(ABAR), Associação Brasileira de Municípios  (ABM), Associação das Empresas de Saneamento
Básico Estaduais (Aesbe), Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços
Públicos de Água e Esgoto (Abcon), Fundação Nacional dos Urbanitários (FNU), Instituto Brasil
PNUMA, Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco), Associação dos Engenheiros da
Sabesp (AESABESP), Projeto Grael e site Saneamento é Básico.
Visite o site www.tratabrasil.org.br

Saneamento básico das sedes da Copa 2014


As piores e melhores sedes da Copa em saneamento 

Manaus, Recife, Natal e Cuiabá decepcionam com menos de 40% do esgoto coletado e tratado, índice abaixo da média nacional, de 57%
O Brasil avança a passos lentos quando o assunto é saneamento básico, gargalo que se torna mais gritante com a aproximação da Copa 2014. Os números falam por si: menos de 40% do esgoto é tratado em coletado em Manaus, Recife, Cuiabá e Natal, quatro cidades-sede do mundial.
O cenário preocupante é de um estudo do Instituto Trata Brasil, que avaliou os serviços de saneamento prestados nas 81 maiores cidades brasileiras, com mais de 300 mil habitantes, feito com base em dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) de 2009.
Entre as cidades-sede da Copa 2014, Manaus é a que registra os piores índices. Apenas 12% da população da capital do Amazonas tem sistema de coleta de esgoto. Em Cuiabá e Recife, quase dois terços da população não contam com o serviço, ambas as cidades coletam apenas 39% do esgoto. Outro destaque negativo, Natal tem só 32% de seus domicílios conectados à rede de dejetos.
No conjunto geral, em média, apenas 57% de todo o esgoto produzido no país é coletado por meio de um serviço público e só 39% da água consumida recebe algum tipo de tratamento. O restante vai parar na natureza. Estamos falando de 5 bilhões de litros despejados anualmente no meio ambiente, contaminando solo, rios, mananciais e praias do com impactos diretos à saúde pública.
Outra realidade
Curitiba, Brasília e Belo Horizonte estão no extremo norte do ranking, entre as 20 cidades com melhor serviço de saneamento. Primeira colocada entre as sedes da Copa, a capital paranaense ocupa o quinto lugar geral entre todas as cidades avaliadas, com 87% do esgoto coletado e 83% tratado. Em seguida, aparecem São Paulo (22º) e Porto Alegre (23º).
Fortaleza (32º) e Salvador (35º) também apresentaram bom desempenho. Já a sede da final da Copa e das Olimpíadas de 2016, o Rio de Janeiro ocupa apenas a 46ª posição geral. Além disso, a região metropolitana do Rio de Janeiro possui três municípios entre os 10 piores em saneamento, com índice de coleta de esgoto igual a zero: Duque de Caxias, São João do Meriti e Nova Iguaçu.
Avanços lentos
Nos últimos anos, o país evolui muito pouco numa área fundamental para a saúde. Entre 2003 e 2009, houve avanço de 2,9% no atendimento de água tratada, 12,1% na coleta e 7,8% no tratamento de esgoto. ?Apesar de serem números relevantes, são muito baixos para um período de sete anos?, afirma Édison Carlos, presidente do Instituto Trata Brasil.
No conjunto geral, o município de Santos, em São Paulo, é a cidade com os melhores índices de saneamento, com 96% da população atendida pela rede de esgoto. Porto Velho, em Roraima, o cenário é o mais desesperador: só 2% do esgoto é coletado.
Fonte: Trata Brasil