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Geógrafo pela Universidade Estadual de Santa Cruz-UESC,Ilhéus/Itabuna; Urbanista pela Universidade do Estado da Bahia, UNEB, Campus Salvador; Especialista em Metodologia para o Ensino Superior, pela Fundação Visconde de Cayru; pós-graduando em Ecologia e Intervenções Ambientais pelo Centro Universitário Jorge Amado, UNIJORGE.

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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Novo Shopping para Salvador

Qual a cidade que terá o privilégio de ter um shopping totalmente voltado para o mar aberto e integrado a um parque? Salvador, é claro! Depois do belíssimo Salvador Shopping, agora teremos o Shopping Bosque num dos lugares mais bonitos da orla de Salvador: a Boca do Rio. A nova gestão municipal está levando a sério a organização da cidade e a elevação do status da nossa metrópole. Ainda vem muito por aí, é só esperar. Parece que a situação de marasmo em que a cidade se encontrava se dissipou.
Atenção! Para assistir ao vídeo do novo projeto copie e cole o link no seu navegador (http://youtu.be/aKezABcUU64).


Projeto do novo Aeroclube e Parque 




Atlântico é apresentado em Salvador


Parceria da prefeitura com empreendimento vai custar R$ 225 milhões.
Construção do novo shopping integrado ao parque deve levar dois anos.


Novo Shopping Bosque será construido no lugar do antigo Aeroclube (Foto: Agecom / Divulgação)Novo Shopping Bosque será construido no lugar do antigo Aeroclube (Foto: Agecom / Divulgação)
Foi apresentado o projeto do novo Aeroclube e Parque Atlântico de Salvador. Na cerimônia, que aconteceu no auditório do Hotel Sheraton da Bahia, localizado no bairro do Campo Grande, estiveram presentes o prefeito ACM Neto, a vice-prefeita Célia Sacramento, o secretário Municipal do Transporte, José Carlos Aleluia, além de representantes da empresa americana que assina o projeto, a Laguarda Low Architects, responsável por shoppings em países como Tóquio, Estados Unidos e China. A obra ficará sob responsabilidade do Consórcio Parques Urbanos.
O projeto recebe um investimento de mais de R$ 200 milhões e tem como contrapartida a construção do Parque dos Ventos, em uma área correspondente a 50% do terreno. O parque, que é encarado pela gestão atual como o novo ponto turístico da cidade, contará com uma ampla área de lazer, desenhada com o objeivo de aproveitar ao máximo o clima e a vegetação típica da região, e será integrado ao novo projeto de revitalização da orla. O novo Parque Atlântico vai contar com anfiteatro, quadras de vôlei de praia, pistas de skates, mirantes, esculturas em forma de dunas, além de ciclovias.
Novo Shopping e Parque Atlântico devem custar R$ 225 milhões (Foto: Yuri Girardi / G1)Novo Shopping e Parque Atlântico devem custar R$ 225 milhões (Foto: Yuri Girardi / G1)
O projeto vai integrar o parque à Praça da Boca do Rio, inaugurada em 2013, e será assinado pela arquiteta e paisagista Risa Kliass, responsável por projetos como o Parque do Abaeté e o Parque das Esculturas, em Pituaçu. O objetivo é tornar a região atrativa para baianos e turistas, promovendo a geração de emprego e renda.
O Shopping Bosque será construído sobre as ruínas do antigo Aeroclube e terá um formato mais voltado para o varejo. Totalmente climatizado, o empreendimento contará com luz natural, tetos mais claros e vegetação na parte interna, seguindo conceitos mundiais de ecossustentabilidade, e será totalmente integrado ao parque.
O shopping terá restaurantes voltados para o mar, cinemas, academia e lojas âncoras de alto padrão. No total serão 270 lojas satélite, duas lojas âncoras, cinco lojas megas, oito restaurantes, um cinema com sete salas e 2.676 vagas de estacionamento. Além do Parque Atlântico e toda manutenção, o empreendimento também será responsável pela criação de duas passarelas na região, além da construção de novos pontos de ônibus.
Prefeito ACM Neto divulga projeto do novo Aeroclube e Parque Atlântico (Foto: Yuri Girardi / G1)Prefeito ACM Neto divulga projeto do novo Aeroclube
e Parque Atlântico (Foto: Yuri Girardi / G1)
"Uma das primeiras providências que tomei quando assumi foi reunir um grupo de pessoas que resolvesse essa novela do Aeroclube. Levamos um ano para superar todos dos desafios e obstáculos para chegar ao dia de hoje celebrando esse contrato. Infelizmente o Aeroclube em Salvador se tornou uma novela, um elefante branco, símbolo de uma orla abandonada", desabafou o prefeito sobre a atual situação do local.
O empreendimento vai gerar 3,8 mil empregos diretos. Ao todo, duas mil pessoas serão contratadas para trabalhar na construção do novo espaço, onde os moradores da região da Boca do Rio terão prioridade na seleção. A antiga estrutura do shopping deve ser demolida até o segundo semestre. A construção total deve levar dois anos, mas a expectativa da prefeitura é conseguir finalizar, pelo menos o Parque Atlântico, em até 18 meses.
Shopping terá vista voltado para o mar e lojas de alto padrão (Foto: Agecom / Divulgação)Shopping terá vista voltado para o mar e lojas de alto padrão (Foto: Agecom / Divulgação
Fonte: G1 BA

Turismo em Salvador: onde contemplar um belo por do sol

Pôr do Sol: confira dicas de onde curtir o mais belo espetáculo das tardes soteropolitanas

Da Base Naval de Aratu à Praia do Flamengo, a orla tem pôr do sol para todos os gostos. Além das particularidades geográficas, há aquelas ligadas a conforto, gastronomia, preço, atrações e astral
Não é exagero dizer que o pôr do sol em Salvador é um dos mais bonitos do país. A capital baiana tem posição privilegiada no mapa do Brasil: fica à beira-mar e no meio do caminho entre a linha do Equador e o Trópico de Capricórnio, mais especificamente na latitude 12º 58' 16" S. “O calor do clima tropical faz com que tenhamos grande quantidade de partículas em suspensão no fim do dia. O sol reflete nelas e aumenta aquele matiz alaranjado vibrante”, explica o professor de geografia Estácio Gouveia. Na estação mais quente do ano, a gente ainda recebe uma gracinha do astro-rei. “Com o solstício de Verão no Hemisfério Sul, o pôr do sol em sí, assim como o dia, ganha mais tempo”, diz Estácio. Da Base Naval de Aratu à Praia do Flamengo, a orla tem pôr do sol para todos os gostos. Além das particularidades geográficas, há aquelas ligadas a conforto, gastronomia, preço, atrações e astral. Aproveite que cada dia é uma nova chance e escolha a sua opção preferida.
O casal de estudantes Ricardo Flores e Fernanda Bastos admiram os tons do céu no fim da tarde, no Acqua Café da Ladeira da Barra: romantismo com vista para o mar


Deleites diversos
Assistir ao pôr do sol na Baía de Todos os Santos bebendo bons drinques e petiscando delícias ao lado daquela pessoa que faz o coração bater mais rápido é lindo, né? Imagine com trilha sonora de saxofone ao vivo... É essa junção de deleites que o Acqua Café da Ladeira da Barra pode oferecer. O bar tem uma área fechada, com ar-condicionado, e uma externa, coberta. O toldo é para quando há chuva, porque o sol não chega a incomodar: se põe, graciosamente, por trás da Ilha de Itaparica, entre taças de Chandon Rosé (R$ 98 a garrafa) e camarões encapotados  (R$ 39,90 a porção com 6). E assim que acaba o espetáculo do astro-rei, começa o da lua: “Ela nasce do lado oposto, atrás dos prédios. É lindo”, suspira a estudante Fernanda Bastos, acompanhada do namorado, Ricardo Flores.

Acqua Café Ladeira da Barra: Avenida Sete de Setembro, edifício Porto XXI. De segunda a quinta-feira o restaurante abre às 17h. De sexta a domingo, às 12h. A cozinha encerra as atividades às 0h. Telefone: 71 9312-1458.
Cafelier: de um lado, a vista para o mar. Do outro, telas, fotos de cantores de rádio e exposição de xícaras
Do céu, do mar e das artes
 Logo de cara, o Cafelier honra seu nome - que é uma junção das palavras café e ateliê. Do alto de uma parede de pedras e tijolos aparentes, que data do Século XVIII, uma estátua de Nossa Senhora das Graças saúda os visitantes. Sobre o chão de taco, as cadeiras e as mesas antigas, se refastelam dois gordos e doces gatos: Antônio e Pintada. Ainda no hall de entrada, estão à mostra obras de artistas como Leonel Mattos e Maria Adair. “A casa estava destruída, mudei do piso ao teto e botei muita coisa de antiquário”, diz o artista plástico Paulo Vaz, dono do local. Mas é depois do corredor que vem a parte mais famosa da casa: a varanda/deck. De um lado, a vista para o mar. Do outro, telas, fotos de cantores de rádio e exposição de xícaras. Tem arte em toda parte, até no cardápio, desenhado por Eckenberger. No menu, a capirinha custa R$ 7,50 e o café Zeus, que mistura café, cachaça envelhecida e chantilly, sai por R$ 9. Para aliviar o calor, fica a dica da Taça Tropical, que une sorvete, frutas, chantilly e calda de caramelo por R$ 16.

Cafelier: Rua do Carmo, 50, Santo Antônio Além do Carmo. Fica em frente ao Hotel Pestana Convento do Carmo.  Funcionamento: de quinta a terça-feira, de 14h às 22h.  Telefone: 3241-5095. Site: www.cafelier.com.br.
A comunidade do Solar do Unhão fica perto do Museu de Arte Moderna da Bahia e tem clima super amigável: informalidade

Simplicidade à beira-mar
Alguns dos mais glamurosos lugares da cidade ficam debruçados no mar da Avenida Contorno: a Bahia Marina, o Restaurante Amado, o prédio de Ivete Sangalo... Mas tem também a Comunidade do Solar do Unhão. Encravada entre o Museu de Arte Moderna e a Avenida Contorno, a área reúne cerca de 200 casinhas simples e, de dois anos para cá, ganhou novos ares com a chegada do Musas (Museu de Street Art de Salvador). O coletivo de artistas promove brechós, exposições e oficinas de grafite. Em frente à casa do grupo, perto da Associação de Moradores, fica o banquinho de onde foi feita essa foto e a escada para uma praia maravilhosa. Nos fins de semana tem moqueca de Suzana, feita com peixe fresco. Para os vegetarianos, há uma versão de soja. Custa R$ 10 por pessoa. E o geladinho da sobremesa sai  entre R$0,50  e R$ 1, nas casas de Suzana, Glaucia ou Elza.

Comunidade do Solar do Unhão: Depois de entrar no portão do MAM Bahia, na Avenida Contorno, siga à esquerda até a casa do Musas (azul, grafitada com um pescador).

Os amigos Pedro Henrique, Marília Sena, Tadeu Leone e Raphael Vaz: pôr do sol no terraço do prédio antes de assistir ao filme

Vista privilegiadíssima
Depois de entrar no Espaço Itaú Glauber Rocha, você pega o elevador até o 5º andar, vira à direita para a área do terraço e pronto: já tem um vislumbre do que te espera. Ande mais um pouco, até a sacada, e terá uma vista deslumbrante, com direito a mar, Mercado Modelo, Praça Castro Alves e Forte de São Marcelo. Perfeita para esperar o horário de uma sessão de cinema. “Vamos assistir a um filme depois. É legal porque fica fora de shopping”, diz o estudante Rapahel Vaz, que estava lá com amigos. A área é aberta, ventilada e não tem bar ou restaurante, mas dá para comprar algo no café do térreo e comer lá em cima. Um expresso custa R$ 3,25, uma lata de cerveja sai por R$ 6 e um salgado varia entre R$ 6,5 e R$ 7,5. Como não há mesas nem 
cadeiras, não dá para subir com muita coisa. A melhor opção é se apoiar no muro. Ou abraçar alguém. Além do pôr do sol, o luar e o céu estrelado são cortesia da casa. Ainda no térreo, tem a Cinerama, lojinha cheia de souvenirs cinematográficos.

Espaço Itaú Glauber Rocha: Praça Castro Alves, Centro. Telefones: 3011-4706 e 3322-0302. Funcionamento: das 12h30 às 21h. Site: www.itaucinemas.com.br. 



Fonte: Correio 24H

Atração de novas indústrias para a capital baiana

Prefeitura planeja atrair empresas para a Calçada e Cidade Baixa

A partir de maio, secretaria pretende preparar o bairro da Calçada e outras localidades da Cidade Baixa para receber novos empreendimentos industriais
Sabe a ideia de que Salvador é uma cidade apenas turística e não tem vocação para a atividade industrial? Pode esquecer. Quem mandou dizer foi o secretário do Desenvolvimento, Cultura e Turismo do município, Guilherme Bellintani. Além de organizar eventos e equipamentos turísticos da cidade, a pasta que ele comanda é a responsável por atrair novas indústrias para o município.

Em entrevista ao CORREIO, ele revelou que, a partir de maio, quando entrará em funcionamento a agência Salvador Negócios, a secretaria pretende preparar o bairro da Calçada e outras localidades da Cidade Baixa para receber novos empreendimentos industriais. O modelo que será utilizado para atrair os investimentos ainda não é conhecido, mas a concessão de benefícios fiscais de impostos municipais é objeto de estudo.

Conforme previsto no Planejamento Estratégico de Salvador de 2013 a 2016, a Salvador Negócios, uma espécie de superintendência focada na atração de investimentos para a cidade, terá a indústria como uma das cinco áreas prioritárias para atração. 

A meta global é atrair R$ 800 milhões ao longo de 4 anos. Além da indústria, as outras áreas prioritárias serão: comércio e varejo, serviços, economia criativa e, por fim, negócios do mar. O local onde o escritório ficará ainda será definido.
Edson Santos, diretor da Vianox: há três anos resolveu fabricar bebedouros melhores que os convencionais. Há dois anos, vendiam cinco bebedouros por semana. Hoje vendem 30 (Foto: Marina Silva/CORREIO)
Estratégia 
Segundo Bellintani, a estratégia da prefeitura para atrair novas indústrias para a cidade passará, primeiro, pela mudança da ideia restrita que se tem da cidade no mundo dos negócios. 

“Há um mito de que Salvador não pode ser uma cidade industrial”, afirma ele. “De fato, dificilmente a indústria será o principal elemento de desenvolvimento do município, mas isso não quer dizer que ela não pode assumir papéis de vanguarda no desenvolvimento da cidade”. 

Uma segunda etapa será identificar empresas e segmentos econômicos que possam ser incluídos no projeto. Mas a prefeitura já tem ideia de que tipo de indústria pretende atrair para essas localidades. “Basicamente, pensamos em indústrias que não necessitem de grandes áreas físicas para produzir”, disse.

“De início, também pensamos em indústrias cujo produto tenha alto valor agregado, como, por exemplo, as indústrias inteligentes do segmento de tecnologia, como a de chips”, vislumbra. “Mas isso é uma ideia inicial, não vamos restringir”, completou, adicionando que a possibilidade de fabricar produtos turísticos, por exemplo, não está descartada. “Tudo isso, é claro, ainda vai depender da resposta do mercado”.

De acordo com Bellintani, o processo de captação de recursos, aproximação das indústrias, atração de investimentos, enfim, a implantação da política pública deverá começar no segundo semestre. “Tudo será feito a partir de maio. Cada uma das cinco áreas do Salvador Negócios, inclusive a indústria, terá uma gerência específica, que cuidará de implantar essas políticas”, explicou.
O secretário espera que os primeiros resultados dessa nova política comecem a surgir em 2015, quando as primeiras indústrias devem se instalar na cidade.

Cenário 
Apesar de ser mais conhecida como uma cidade cultural e turística, Salvador também possui uma indústria presente. De acordo com dados da Federação das Indústrias do Estado da Bahia, o estado possui 7.350 empresas que atuam no setor industrial, seja como produtores ou como fornecedores. Em Salvador, estão localizadas 1.838 empresas. 

No estado, a predominância é de companhias de micro e pequeno porte: ao todo, representam 84,2% no universo das empresas industriais. As médias empresas representam 12,1% e as grandes, apenas 3,7%. Hoje, a produção industrial corresponde a 30,4% do Produto Interno Bruto (PIB) de Salvador. Segundo informações da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), o setor de destaque na indústria soteropolitana é a construção civil, embora não haja números consolidados sobre isso.
Uma pequena parte da indústria da cidade corresponde ao segmento de transformação - como é chamada a indústria voltada aos produtos finais, aqueles que saem das fábricas e são destinados aos consumidores finais.

Segundo os dados mais recentes divulgados pela SEI, a indústria baiana tem crescido em ritmo bem maior que a média nacional. 

No terceiro trimestre de 2013, o setor no estado cresceu 5,1%, enquanto no Brasil evoluiu apenas 1,9% (em comparação com o mesmo período de 2012). O destaque é para a indústria de transformação, que evoluiu no estado 8,8%, contra 1,9% no país.

Porém, a capital baiana não é o destaque do estado. A maior parte da indústria se concentra na Região Metropolitana, sobretudo no município de Camaçari, onde se implantou um polo petroquímico nos anos 60. 

Hoje, o município possui o maior polo industrial reunido em um único lugar de toda a América Latina, se estendendo a outros setores, como o automotivo e a indústria de transformação do plástico.

Empresas
Apesar de não ser o principal centro industrial do estado, Salvador tem ganhado novas fábricas do setor nos últimos anos. 

No segmento da indústria de transformação, a empresa Vianox, localizada na Avenida Barros Reis, começou a fabricar bebedouros industriais há cerca de três anos. “Com uma pesquisa, vimos a necessidade do mercado de bebedouros melhores que os convencionais”, contou o diretor industrial da Vianox, Edson Santos.

Segundo ele, observando a baixa qualidade dos bebedouros até então disponíveis no mercado, eles começaram a fabricar um produto com maior capacidade (de até 200 litros), que pode ser comercializado junto com uma central de água gelada, que garante a disponibilidade de água em temperaturas mais baixas.

Hoje, ele tem como clientes indústrias, academias, escolas e empresas em geral. “Temos crescido bastante. Há cerca de dois anos, vendíamos cinco bebedouros por semana. 

Hoje, esse número aumentou para 30”, afirmou Santos. A empresa possui 14 funcionários e sua qualificação está mudando de pequeno para médio porte.

Apesar dos poucos exemplos na indústria de transformação, o segmento da construção civil ainda é o predominante na capital baiana. A Fabrick Concretos, localizada no bairro do Cassange, zona rural de Salvador, é um exemplo de empresa industrial que tem dado certo no segmento. 

A empresa, que começou a produzir, em novembro de 2013, blocos de concreto para meio-fio e pisos intertravados, tem foco, sobretudo, nas obras de infraestrutura. 

“Estamos começando a vender para empresas de Salvador e Região Metropolitana. Nosso foco são cidades no raio de até 300 quilômetros”, explicou o diretor da empresa, Ricardo Chagas. 

Segundo ele, a ideia de abrir a empresa surgiu de uma pesquisa de mercado feita em 2010. “A gente enxergou que tinha espaço nesse mercado. Há muita obra de infraestrutura que está por vir”. 

Apesar do pouco tempo, a empresa tem obtido sucesso. O aumento previsto no número de funcionários mostra isso. “Hoje, temos seis funcionários. Vamos aumentar para 15 a partir deste mês”.

Sebrae: microempresas podem ser fornecedoras
O movimento de industrialização na Bahia não se restringe a Salvador. O estado, como um todo, já tem atraído uma série de novas indústrias, especialmente nos últimos cinco anos. Esse movimento é também favorável para microempresários, que podem atuar como fornecedores das grandes companhias. 

Quem afirma é a gerente da Unidade de Indústria do Sebrae Bahia, Elane Passos. “A Bahia tem recebido grandes investimentos industriais nos últimos cinco anos. Todos eles se traduzem em excelentes oportunidades para as microempresas e empresas de pequeno porte”, disse. Ela cita empreendimentos em implantação no estado de diversos setores. 

“No setor automotivo, podemos citar, como exemplo, a Jac Motors e a Foton Motors (Camaçari); na área de mineração, temos a exploração de vanádio (em Maracás), de diamante, com a Lipari Mineração (em Nordestina) e de ouro, com a Yamana Gold (em Santaluz); na área da indústria naval, temos o Estaleiro Enseada do Paraguaçu, dentre outras”, enumerou a gerente. 

Segundo ela, pequenos empresários podem aproveitar esses empreendimentos para alvancar negócios como a confecção de uniformes e crachás, o fornecimento de alimentos para funcionários, bem como de equipamentos utilizados na indústria. “Tem ainda a produção de pallets de madeira, embalagens em geral, materiais de escritório, etc". 

O Sebrae dispõe de um Programa de Encadeamento Produtivo que é uma estratégia de atuação com o propósito de incrementar a competitividade dos pequenos negócios com a inserção dos seus empreendimentos nas cadeias de valor de grandes e médias corporações. Interessados podem acessar www.sebrae.com.br/uf/bahia ou ligar para (71) 3312-0151.


Fonte: Correio 24H

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Diversão: Festival de Verão Salvador 2014

Vai ao Festival de Verão 2014? Veja 



detalhes da festa e como comprar



Público pode garantir ingressos em lojas nos shoppings ou pela internet.
Maiores de 14 anos podem entrar no evento sem presença de responsável.


Vista aérea Festival de Verão (Foto: Divulgação)Festival de Verão Salvador terá a 16ª edição este ano, no Parque de Exposições (Foto: Divulgação)
Quem vai ao Festival de Verão Salvador 2014 pode adquirir os ingressos nas duas lojas oficiais do evento, que funcionam no Shopping Iguatemi: no 2° piso, na Praça Dodô e Osmar e no 3° piso, na Alameda de Serviços. A loja do 2º piso comercializa qualquer tipo de acesso ao Festival de Verão 2014, inclusive passaportes. Já na loja do 3º piso, os fãs do festival poderão encontrar venda exclusiva de ingressos e passaportes dos dois camarotes.
O evento chega à 16ª edição e acontece entre os dias 29 de janeiro e 1° de fevereiro de 2014, no Parque de Exposições, na capital baiana.
Os ingressos podem ser comprados também pelo telefone 4003-1212, pela internet (www.ingressorapido.com.br)  ou nos balcões de ingressos da Ticketmix, localizados nos Shopping Paralela, Shopping Barra, Shopping Iguatemi e Salvador Shoppin, em Salvador.

Idade
A decisão também admite que os menores de 13 anos possam ter acesso ao Festival acompanhado dos pais ou com a presença de um representante autorizado. Para isso, o acompanhante deve ser maior de 18 anos, além de estar munido da sua carteira de identidade e de uma autorização preenchida, assinada e reconhecida em firma por um dos pais do menor.  Ele também deverá levar uma cópia autenticada do documento de identificação do responsável legal que está autorizando o acesso.

Este ano, a classificação etária para acesso ao Festival de Verão 2014 tem novidade. O Juizado de Menores expediu um alvará autorizando a entrada de adolescentes maiores de 14 anos no evento. Quem tiver acima dessa idade pode entrar mesmo sem a presença de um responsável legal.
Festival de Verão (Foto: Arte/Festival de Verão)Festival de Verão tem atrações entre os dias 29 de janeiro a 1º de fevereiro (Foto: Arte/Festival de Verão)
Serviço
O pagamento das entradas pode ser feito em dinheiro, cartão de débito ou crédito. Ingressos individuais podem ser parcelados em 2 vezes, e passaportes em 4 vezes. Compras acima de R$ 150 poderão ser parceladas em 4 vezes em todos os cartões.
Compras com cartões Bradesco terão 50% de desconto na pista (inteira) e 15% de desconto para o Camarote Fiori/Fiat. Com os cartões Bradesco, os ingressos individuais podem ser parcelados em 3 vezes, e passaportes em 6 vezes.
Para meia-entrada é obrigatória a apresentação da carteira de estudante no momento da compra e na entrada do evento. A abertura dos portões será 18h e o início dos shows, às 19h. - A bilheteria será encerrada às 2h.
Atrações internacionais
O Festival de Verão Salvador anunciou, no sábado (21), duas atrações internacionais: The Wailers e Ne-Yo. A banda jamaicana The Wailers, que tinha Bob Marley como líder, se apresenta na sexta-feira (31/01). No sábado (01/02), o cantor norte-americano Ne-Yo sobem ao Palco 2014.
INGRESSOS:
PISTA
Inteira: R$ 100,00 (2x R$ 50,00)
Meia: R$ 50,00 (2x R$ 25,00)
CAMAROTE
Fiori/Fiat: R$ 116,00 (2x R$ 58,00)
VIP: R$ 180,00 (2x R$ 90,00)
PASSAPORTES
PISTA
Inteira: R$ 298,00 (4x R$ 74,50)
Meia: R$ 149,00 (4x R$ 37,25)
CAMAROTE
Fiori/Fiat: R$ 348,00 (4x R$ 87,00)
VIP: R$ 546,00 (4x R$ 136,50)

Dicas de hospedagem em Salvador

Atendendo aos inúmeros pedidos do público fiel do Festival de Verão Salvador, que não mora em Salvador, seguem abaixo sugestões de hospedagem próximas ao Parque de Exposiçõeslocal onde acontece o evento.
POUSADAS
VILLA DA PRAIA
R. da Brisa, 268 – Itapuã
(71) 3555-3200 / 7811-1867
villadapraia.com.br / reservas@villadapraia.com.br
Serviços disponíveis: Estacionamento, ar-condicionado, televisão por assinatura, internet wi‐fi grátis, piscina, restaurante no hotel, sala de convenção (120 lugares);
ENCANTO DE ITAPOAN
R. Nova Canaã, 48 – Farol de Itapoã
(71) 3285-3505 (FoneFax)
encantodeitapoan.com.br
Serviços disponíveis: ar-condicionado, televisão por assinatura, internet wi‐fi paga, piscina, taxa de serviço;
JULIETA & ROMEU
Av. das Dunas, 2 – Itapuã
(71) 3249-2305 (Telefone)
Serviços disponíveis: ar-condicionado, televisão por assinatura, internet wi‐fi grátis, piscina, restaurante no hotel
HOTÉIS
CAESAR BUSINESS SALVADOR
Av.Magalhães Neto, S/N – Pituba
(71) 3021-8118 / 3021-8114
h8930-RE@accor.com.br
Tarifas especiais para quem vai curtir o FV 2013
Serviços disponíveis: cozinha internacional em ambiente casual, lobby bar, lounge, piscina, fitness center, room service 24 horas, lavanderia, estacionamento, segurança 24 horas, WI-FI em todos os apartamentos e áreas externas, internet em banda larga, serviço de VPN e vídeo conferência.
PISA PLAZA HOTEL
Av. Prof. Manoel Ribeiro, 1421 – Jd. Armação
(71) 2103-6555 (Telefone) / (71) 2103-6566 (Fax)
pisaplaza.com.br / reservas@pisaplaza.com.br
Serviços disponíveis: estacionamento, ar-condicionado, televisão por assinatura, quartos com facilidades para deficiente físico, internet wi‐fi grátis, piscina, sala de convenção (100 lugares);
DEVILLE
R. Passárgada – Farol de Itapuã – Itapuã
(71) 2106-8500 (Telefone) / (71) 0800-703-1866 (Reservas)
deville.com.br
Serviços disponíveis: estacionamento, ar-condicionado, televisão por assinatura, quartos com facilidades para deficiente físico, internet wi‐fi grátis, ginástica, playground, piscina, restaurante no hotel, sala de convenção (150 lugares), taxa de serviço;
SAN MARCO
R. Antônio da Silva Coelho, 47 – Jd. Armação
(71) 3021-7100 (Telefone)
www.sanmarcohotel.com.br
Serviços disponíveis: estacionamento, ar-condicionado, internet wi‐fi grátis, piscina, restaurante no hotel, sala de convenção (25 lugares);
ATLÂNTICO HOTEL
Av. Otávio Mangabeira, 3319 – Jd. de Alá
(71) 3343-6166 (FoneFax)
tribahiahoteis.com.br
Serviços disponíveis: estacionamento, ar-condicionado, televisão por assinatura, internet wi‐fi grátis, piscina, restaurante no hotel, sala de convenção (50 lugares);
JAGUARIBE PRAIA
Av. Otávio Mangabeira, 10601 – Praia de Jaguaribe
(71) 3286-8600 (FoneFax)
www.hoteljaguaribepraia.com.br
Serviços disponíveis: estacionamento, ar-condicionado, televisão por assinatura, internet wi‐fi grátis, sala de convenção (20 lugares);
HOTEL MATIZ SALVADOR
Rua Doutor José Peroba, 244 – Stiep
(71) 3617.3300
matizsalvador@hotelariabrasil.com.br
Servições disponíveis: ar condicionado, cofre digital, TV LCD por assinatura, conexão wireless gratuita, frigobar, micro-ondas, serviço de quarto 24h, serviço de lavanderia, business center, sala de ginástica, piscina, centro de convenções (500 lugares).
MAR BRASIL
R. Flamengo, 44 – Praia do Farol de Itapoã
(71) 3285-7339 (FoneFax) / (71) 3249-0067 (Fax)
marbrasilhotel.com.br
Serviços disponíveis: estacionamento, ar-condicionado, televisão por assinatura, quartos com facilidades para deficiente físico, acessórios de praia, internet wi‐fi grátis, piscina, restaurante no hotel;
SOL PLAZA
Av. Otávio Mangabeira, 4581 – Praia de Armação
(71) 3418-3706 (FoneFax)
solexpress.com.br
Serviços disponíveis: ar-condicionado, internet wi‐fi grátis, piscina, restaurante no hotel, sala de convenção (80 lugares);
COCOON
R. Haeckel José de Almeida, 238 – Jaguaribe
(71) 3368-8100 (Telefone) / (71) 3367-1799 (Fax)
www.hotel-cocoon.com
Serviços disponíveis: estacionamento, ar-condicionado, televisão por assinatura, internet wi‐fi grátis, piscina, restaurante no hotel, taxa de serviço;
CATUSSABA BUSINESS
Al. Dilson Jathay, 105 A – Stella Maris
(71) 3418-9000 (Telefone) / (71) 3374-0555 (Fax)
catussaba.com.br
Serviços disponíveis: estacionamento, ar-condicionado, televisão por assinatura, quartos com facilidades para deficiente físico, internet wi‐fi grátis, piscina, restaurante no hotel, sala de convenção (120 lugares);
ALVORADA DO FAROL
Av. das Dunas, 110 – Itapuã
(71) 3375-8000 (Telefone)
pousadaalvoradadofarol.com.br
Serviços disponíveis: estacionamento, ar-condicionado, televisão por assinatura, quartos com facilidades para deficiente físico, internet wi‐fi grátis, playground, piscina, taxa de serviço;
SOL BAHIA
R. Manuel Antônio Galvão, 1075 – Patamares
(71) 3206-0500 (Telefone) / (71) 3206-0501 (Fax)
Serviços disponíveis: Estacionamento com manobrista, ar-condicionado, televisão por assinatura, quartos com facilidades para deficiente físico, internet wi‐fi paga, playground, piscina, restaurante no hotel, sala de convenção (600 lugares);
BAHIAMAR
R. João Mendes da Costa F.º, 125 – Jd. de Alá
(71) 3878-4444 (Telefone) / (71) 3878-4445 (Fax)
www.bahiamar.com.br
Serviços disponíveis: estacionamento, ar-condicionado, televisão por assinatura, internet wi‐fi grátis, piscina, restaurante no hotel, sala de convenção (110 lugares);
RESORTS
GRAN HOTEL STELLA MARIS

Pça Stella Maris, 200 – Stella Maris
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solexpress.com.br
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CATUSSABA RESORT
Alameda da Praia – Praia de Itapuã
(71) 3374-8000 (Telefone) / (71) 3374-0555 (Fax)
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Serviços disponíveis: estacionamento, ar-condicionado, televisão por assinatura, quartos com facilidades para deficiente físico, acessórios de praia, internet wi‐fi grátis, ginástica, playground, piscina, restaurante no hotel, sala de convenção (200 lugares);

Como chegar ao Festival de Verão Salvador 2014

O Parque de Exposições de Salvador fica na Avenida Luís Viana Filho, mais conhecida como Avenida Paralela. Há duas maneiras de chegar ao local. Saindo do Centro da cidade, você pode chegar ao Shopping Iguatemi (através da Avenida Garibaldi ou da Avenida Bonocô) e, em seguida, pegar a Avenida Paralela em direção ao Aeroporto. Caso prefira ir pela orla (Avenida Oceânica), basta seguir em direção a Itapuã e entrar à esquerda, em frente ao Monumento da Sereia, na Avenida Dorival Caymmi.
Fonte:G1.globo.com
Festival de Verão (Foto: Arte/Festival de Verão)

domingo, 5 de janeiro de 2014

Curiosidade e dicas


Conheça histórias curiosas de brasileiros que foram ao exterior e só sabiam falar português

Uma pesquisa divulgada no mês passado pelo Data Popular mostra que 67% das pessoas que pretendem viajar para fora do país nos próximos meses sabem falar apenas o português


Se em sua viagem para a Europa, o supervisor industrial Marcel Calmon encontrasse um livro em cima da mesa, certamente ele conseguiria comunicar o fato em inglês. Mas a clássica frase tem pouca serventia prática, e o vasto vocabulário do rapaz em idiomas permitia quase nada além disso. Mesmo assim, ele conseguiu fazer amizade com um grego (!) no aeroporto de Roma e ainda pedir emprestado o notebook dele para mandar mensagens para a namorada, que o esperava na Irlanda.  































Já o administrador Carlos Muhana, antes de ir morar nos Estados Unidos, decorou expressões de emergência, como “anybody speak Spanish?” (uma tentativa de ‘alguém fala espanhol?’ - *o correto seria ‘does anybody speak spanish?)”, mas não adiantou muito. Ele conta que após a resposta negativa da atendente do órgão de trânsito, entrou em desespero porque precisava regularizar a documentação do carro que tinha acabado de comprar. Acabaram se entendendo por desenhos. 
Também em viagem para os Estados Unidos, o jornalista Fernando Duarte encontrou dificuldades na hora de se alimentar. Como ele e o amigo sabiam apenas falar “eggs” e “waffle”, passaram dois dias se alimentando de ovos e waffles, até que conheceram outro brasileiro que sabia falar inglês.
A alimentação também foi a maior dificuldade do gerente de banco Sandro Romero, em Barcelona. Num restaurante, ele olhou o cardápio e pediu algo que lhe parecia carpaccio (lâminas de carne), mas quando o garçom trouxe o pedido, percebeu que era gazpacho, uma espécie de sopa fria e, segundo ele, “ruim e caríssima”. Tomou ela mesmo.  
Por fim, o empresário Augusto Cezar Melo de Oliveira foi para a Argentina achando que conseguiria entender a língua dos hermanos. Mas se enganou, pois eles falavam muito rápido. Se virou como pôde, usando o Google do iPhone. 

Pesquisa
Todos eles sobreviveram e agora têm ótimas histórias para contar. E neste ano, mais brasileiros terão casos semelhantes para dar risada. É que uma pesquisa divulgada no mês passado pelo Data Popular mostra que 67% das pessoas que pretendem viajar para fora do país nos próximos meses sabem falar apenas o português. 
Em outras palavras, são 4,3 milhões de pessoas (do total de 6,5 milhões) querendo viajar para fora na base do ‘the book is on the table’. Esse é o número de brasileiros que planejam um embarque ao exterior até agosto de 2014, segundo a pesquisa. Porém, de acordo com o histórico recente de viagens confirmadas, o instituto projeta que o desejo deve ser concretizado por cerca de 60% deles. A pesquisa foi realizada no fim do segundo trimestre de 2013 com 1.502 pessoas em cem cidades, de todos os estados do Brasil. 
Você faz parte do time do inglês de Joel Santana? A diretora-geral da ETC Intercâmbio, Neila Costa, dá as dicas para se dar bem. A primeira, claro, é fazer um intercâmbio para aprender o idioma e nunca mais passar perrengue. Mas se não der tempo, ela tem outras sugestões. “O segredo é não ter vergonha de tentar se comunicar através de mímicas e buscar palavras mais universais. Existem dicionários e livrinhos especialmente desenvolvidos para viajantes, que dão umas frases prontas para o turista se virar”, aconselha. E para não trocar carpaccio por gazpacho na hora de se alimentar, a dica de Neila é escolher restaurantes ou pratos universais, pois assim evita errar no pedido. “McDonald’s, pizza, spaguetti, sushi e crepe em qualquer lugar do mundo vai ser a mesma coisa”, observa. 
O presidente do Sindicato das Empresas de Turismo (Sindetur), Luiz Augusto Leão Costa, legisla em causa própria: “Procure uma agência de viagens e peça uma excursão com guia que fale português. Ou então contrate um receptivo que fale português no lugar de destino, para te dar essa assistência”, aconselha. Segundo ele, a pesquisa apenas reflete um retrato da sociedade que não prioriza o ensino de idiomas nas escolas. “O inglês e o espanhol que são ensinados são muito básicos, não dá para se virar só com isso”, opina.

Fernando Duarte, jornalista“Fui para os Estados Unidos com um livro de inglês para iniciantes e arranhando muito, a ponto de ficar puxando a porta da lanchonete que estava escrito “push”. Pedi ajuda para pegar um táxi e chamaram uma limusine - eu achei que taxi era taxi, mas depois descobri que era ‘cab’. O meu amigo que estava comigo sabia menos ainda. Fomos num restaurante ao lado do hotel e a garçonete trouxe o cardápio em inglês. Só conhecia as palavras eggs e waffle. Pedi em espanhol, mas também não entendemos. Fizemos o pedido pelas figuras do cardápio, mas não foi uma escolha feliz. Então passamos dois dias comendo waffle, até encontrar alguém que falasse inglês e português para nos ajudar.”
Augusto Cezar Melo, empresário“Viajei para a Argentina sem saber falar nada. Achei que conseguiria entender, mas eles falavam muito rápido. Então ia por fotos e gestos. Queria ir a um museu, restaurante e outros lugares, então eu procurava fotos no iPhone (pela internet) e mostrava à pessoa. Foi uma viagem a passeio, eu não havia programado nada. Apenas comprei a passagem. Nem hotel eu tinha reservado. Era uma aventura a cada minuto. No cardápio, eu apontava no nome das coisas, com minha pronúncia horrível. E sempre pedia alguma comida que já estavam servindo numa mesa próxima. Foi assim que conheci uma menina da Paraíba. Ela estava na mesa do lado, mas não foi feliz no pedido que fez”.
Sandro Romero, gerente de banco“Em Barcelona, fui pedir carpaccio, que é uma carne crua em lâminas, mas na verdade pedi gazpacho, que que era uma sopa fria, ruim e caríssima, porque foi na época que o euro estava em alta. Não tinha dinheiro pra pedir outra coisa, então foi ela mesmo.   Mas nos Estados Unidos foi pior, porque o voo de Dallas para Houston atrasou e perdemos a conexão. A companhia aérea deu um voucher de hotel e tive que me virar. E ainda tinha que entender por mim e por uma outra brasileira que estava no voo com duas crianças pequenas, que falava menos que eu. Fui na base do gestual, mas entendi que o primeiro hotel estava lotado e fomos para outro. No outro dia, só tinha traslado para o aeroporto de manhã cedo, e tivemos que ir e ficar o dia inteiro esperando o voo. Como não sabia inglês, só podia ficar conversando com a moça. Depois disso, viajei outras vezes, mas nunca aprendi a língua”.
Carlos Muhana, administrador“Morei seis meses nos Estados Unidos. Lá, comprei um carro de um brasileiro e fui com ele no órgão de trânsito local. Ele dizia que sabia falar inglês, mas não sabia nada.  Cheguei lá e perguntei se alguém sabia falar espanhol. Responderam que não, e eu pensei: ‘Ferrou’.  Aí fomos nos entendendo na base da mímica, até que ela perguntou se era “gift”. Não tinha jeito de eu entender o que era isso. Aí, ela pegou um papel e desenhou um presentinho com um lacinho. Eu entendi e disse que era. Eu já sabia que lá, se você ganha o carro de presente não paga imposto para transferir. Outra vez, fui no posto lavar o carro, mas tinha vários tipos de lavagem. Fiquei meia hora tentando explicar para o cara, sem conseguir. Aí teve uma hora que ele perguntou se eu era brasileiro. Ele também era”.

Marcel Calmon, supervisor industrial
“No aeroporto de Roma, indo para a Irlanda, o voo atrasou e eu precisava avisar a minha namorada, mas não tinha como. Então eu vi um grego jogando futebol no notebook. Me aproximei e falei: “Futebol”. A linguagem é universal. Ele riu e respondeu “football”. Eu conhecia o jogo e fiquei lá do lado dele. Falei o nome de uns jogadores que eu conhecia e ficamos amigos. Então, eu disse: ‘Please’ (era a única palavra que eu sabia) e fiz uns gestos, pedindo para usar o computador dele. Ele deixou e eu mandei a mensagem para minha namorada. Em outra viagem, ao Japão, eu e uns amigos levamos uns chicletes para a festa e quase fomos presos, porque acharam que era ecstasy. Na hora que o segurança falou: “Se piquem daqui” em inglês, todo mundo entendeu e se picou”.

Economia de até 56%: TripAdvisor compara o valor de aluguéis nos 16 principais destinosO site TripAdvisor comparou os preços de aluguéis e hotéis durante a temporada de férias no Brasil e revelou que os viajantes podem economizar até 56%, trocando o hotel por aluguéis de temporada, por um período de sete dias. Destinos populares dos EUA oferecem as melhores economias fora os preços dos hotéis, com propriedades para aluguel de temporada em Orlando, Kissimmee e San Francisco, chegando em 56%, 54%, e 48%, respectivamente.
Fonte: Correio 24h

Mobilidade urbana: tentativas de melhorar um dos locais mais congestionados de Salvador

Para diminuir congestionamentos, trânsito do Iguatemi terá sete modificações a partir de janeiro

Sete mudanças começam a ser realizadas ainda este mês e outras três, que requerem obras de maior porte, já estão previstas

A região do Iguatemi, no miolo de Salvador, concentra de tudo: fluxo intenso, engarrafamentos quilométricos, motoristas estressados e passageiros impacientes com longas esperas dentro de ônibus que, em horário de pico, mal conseguem andar. Todos os dias, circulam por lá, de acordo com a Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador (Transalvador), 10.700 veículos só entre 16h30 e 19h30.
Tudo isso faz com que motoristas enfrentem na região, quase todos os dias, transtornos de sobra. Para tentar aliviar a situação na área, a Transalvador, com o apoio de uma consultoria externa, vai fazer pelo menos dez mudanças na organização do tráfego, entre a Avenida ACM e a entrada da Tancredo Neves, após o Iguatemi.
Embora sem dia definido, sete dessas alterações serão feitas ainda este mês, no sentido de vias mais próximas à Avenida ACM e resultam, por exemplo, na criação de um cruzamento, na modificação de outro - o do Hiperposto - e no fechamento de um terceiro - o que fica em frente ao Capemi.
Para ajudar a desafogar a saída da Avenida Paulo VI, que já acontece na saída do Hiperposto, um novo cruzamento será criado em frente à rua que divide o Sam’s Club e o Hiper Bompreço.

Segundo o diretor de Trânsito da Transalvador, Marcelo Corrêa, “o novo cruzamento vai ajudar a desafogar a saída da Paulo VI”. O superintendente Fabrizzio Muller completou: “Ali (no Hiperposto) já tem um semáforo de pedestres. (A mudança) foi feita pensando na adequação da nova circulação. É um ponto de todo o projeto”.
A rua onde será criado o novo cruzamento terá sentido único, em direção à Avenida ACM. O mesmo acontece com a Rua da Alfazema, que terá mão única, inclusive na descida para a Paulo VI. Ainda de acordo com Muller, as intervenções estão interligadas e cada uma delas é importante para que as demais funcionem.
“A gente acredita que, com esse novo planejamento de circulação viária, a gente consiga dar maior fluidez naquela região. Evidentemente que uma ação dessas não resolve tudo. A gente espera conseguir grandes avanços nessa que é a região mais complicada da cidade”, disse.
Ele acrescentou que todas as alterações são condizentes com o projeto de BRT Lapa-Lip, cujas obras começam em abril deste ano. A determinação da prefeitura à Transalvador é iniciar as mudanças ainda este mês, mas as alterações serão feitas em etapas.
“A gente está mexendo na parte mais nevrálgica da cidade e também está elaborando um plano de modificações do tráfego para que não haja um trauma”, disse o diretor de Trânsito, Marcelo Corrêa.
O projeto executivo ainda não foi concluído mas, de acordo com Fabrizzio Muller, tudo deverá custar de R$ 2 milhões a R$ 2,5 milhões, com verba da prefeitura.
Inversão 
Uma das principais mudanças é a inversão no sentido de tráfego da marginal em frente ao Shopping Iguatemi. Agora, ela seguirá o mesmo fluxo da principal, em direção à Avenida Tancredo Neves. Por conta disso, a entrada e a saída no estacionamento do shopping pelo térreo serão invertidas.
De acordo com Fabrizzio Muller, a mudança de sentido ajudará a reduzir o fluxo na principal. A pista interna será mais uma via de escape, como recomendam especialistas.
Por conta da inversão no fluxo da marginal, o tráfego em frente ao Empresarial Iguatemi também será modificado, com o sentido das pistas trocado.
Grande porte 
Outras mudanças na ACM estão previstas pela prefeitura, mas ainda não serão colocadas em prática agora. Uma delas é a ampliação da marginal da ACM até o Corpo de Bombeiros. Hoje, a pista já existe entre o G Barbosa e a Igreja Universal. O estacionamento será proibido às margens da pista para aumentar o espaço de tráfego.
O projeto base já existe, mas ainda será feita a locação topográfica e os projetos geométrico e executivo. De acordo com Marcelo Corrêa, a prefeitura pretende iniciar as obras ainda este ano. “Isso vai fazer parte das mudanças no Iguatemi, mas as que começam agora independem do término dessas obras”, disse.
Além da ampliação da via marginal, também será criada uma ‘agulha’ na saída do Viaduto Raul Seixas, dando acesso direto à mesma marginal,  já em frente à Igreja Universal. O objetivo é facilitar o acesso aos prédios próximos sem que os motoristas precisam percorrer toda a Avenida ACM.
Com a ampliação da marginal e a instalação da agulha, a pista terá o mesmo fluxo da principal. De acordo com Corrêa, esse projeto está em fase inicial e ainda não foi orçado.

Mudança já deveria ter acontecido, diz especialistaPara o engenheiro civil especialista em trânsito Elmo Felzemburg, a ideia apresentada pela prefeitura de Salvador é boa e pode ajudar a melhorar a situação. No entanto, ainda não irá resolver  o problema. “O Iguatemi só vai melhorar com a conexão entre as vias, a via expressa. Quando não tiver mais semáforos, não tiver entrecruzamentos, quando acabar com isso, vai ser o projeto. Não pode ter mais semáforo, o pedestre tem que ter passarela”, disse.
Apesar de as mudanças agradarem ao especialista, uma decisão do projeto vai na contramão das recomendações do engenheiro. Na área onde serão feitas as mudanças funcionarão sete semáforos - quatro deles novos. Cinco sinaleiras ficarão na via principal, a Avenida ACM.
Outros dois, nas ruas internas que darão acesso à avenida: a Rua da Alfazema e a Avenida Paulo VI. Segundo Felzemburg, uma das mudanças já deveria ter acontecido “há 20 anos”: a inversão do fluxo na via marginal em frente ao Shopping Iguatemi.
“Se a prefeitura conseguir, vai ser muito bom. Já era para ter sido feito há 20 anos, mas o shopping não deixava. Nós tentamos, mas nada foi feito e depois fizeram vários viadutos de forma equivocada. As marginais têm que ter um fluxo único das vias principais, para desafogar”, avaliou.
Fonte: Correio 24h