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Geógrafo pela Universidade Estadual de Santa Cruz-UESC,Ilhéus/Itabuna; Urbanista pela Universidade do Estado da Bahia, UNEB, Campus Salvador; Especialista em Metodologia para o Ensino Superior, pela Fundação Visconde de Cayru; pós-graduando em Ecologia e Intervenções Ambientais pelo Centro Universitário Jorge Amado, UNIJORGE.

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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Saúde - saiba mais sobre o aumento da próstata com a chegada da velhice


Hiperplasia prostática: novos medicamentos intensificam tratamento

Próstata aumentada causa incontinência urinária em homens na terceira idade




O aumento da expectativa de vida criou um novo desafio para a medicina: dar atenção às doenças próprias do envelhecimento, que se tornaram mais frequentes em nossos atendimentos devido ao crescimento da população de idosos. Dentre as disfunções do envelhecimento, as alterações da micção estão entre as que mais incomodam o público masculino da terceira idade, tanto nas dificuldades para esvaziar adequadamente a bexiga quanto na perda involuntária de urina - conhecida como incontinência urinária. 
Especificamente no homem, a causa principal dos sintomas relacionados com a micção é o aumento da próstata, provocado por um processo chamado de hiperplasia benigna da próstata (HBP). A próstata é uma glândula acessória do aparelho reprodutor masculino, que fica localizada na base da bexiga e é atravessada pela uretra. Na HBP, o aumento da glândula pode obstruir a uretra, provocando assim os sintomas urinários.
Estatisticamente, a porcentagem de homens com HBP é bem maior do que a porcentagem de homens com sintomas miccionais. Isto significa que nem toda HBP dificulta a micção, e que somente uma parcela dos homens, em torno de 40%, precisará fazer algum tratamento para aliviar os sintomas urinários provocados pela HBP. Entretanto 40% de uma população que vem crescendo de forma contínua representa um número bastante elevado e, por isso é preciso oferecer formas de tratamento a esses pacientes além da cirurgia, método que durante décadas foi a única forma de tratar esses pacientes. 
Esses fatos fizeram com que várias pesquisas fossem realizadas nesse campo, na tentativa de entender a doença em si, assim como buscar tratamentos medicamentosos que fossem eficazes. Em um primeiro momento descobrimos que a obstrução da uretra provocada pela HBP tem duas causas principais: 

A partir desses conhecimentos, novas medicações apareceram. Com o intuito de permitir que a musculatura da uretra/próstata relaxasse durante a micção, diversas soluções foram desenvolvidas, incluindo os chamados bloqueadores a1. Esses bloqueadores agem de forma bastante rápida e, dependendo do caso, podem melhorar os sintomas poucos dias após o início do tratamento. No entanto, são medicações que não interferem com a evolução da doença, e a próstata continua crescendo, e com o passar do tempo os pacientes voltem a ficar obstruídos e necessitem de alguma intervenção cirúrgica na próstata.1- Uma causa mecânica: o ?estrangulamento? da uretra causado pela próstata aumentada;

2- Uma causa dinâmica: as fibras musculares que envolvem a uretra e compõem a estrutura da próstata passam a não relaxar durante a micção, mantendo a uretra fechada. 

Ao estudar o assunto mais a fundo, a medicina descobriu que a hiperplasia benigna da próstata é estimulada em parte pela testosterona, e de que essa ação da testosterona depende de uma enzima chamada 5a redutase. Isso fez com que fossem desenvolvidos medicamentos que bloqueiam a atuação desta enzima, diminuindo, portanto, o processo de crescimento contínuo da próstata.
Atualmente, esses dois medicamentos são o que há de mais eficaz para tratar as disfunções miccionais provocadas pela HBP. O perfil dos pacientes que se beneficiam com esses tratamentos está bem definido: são homens com sintomas miccionais, próstata cujo tamanho está acima de 30g, e que possuem nível de antígeno prostático específico (PSA) acima de 1,5.

Mas a recomendação atual é de que o homem não espere os sinais e sintomas aparecerem. Em relação à próstata, especificamente, atenção especial deve ser dada ao diagnóstico precoce do câncer prostático, especialmente em pacientes de maior risco, como os afrodescendentes ou com história dessa doença no histórico familiar. Qualquer suspeita ou dúvida, converse com seu urologista.Hoje o tratamento recomendado é a associação de ambas as medicações, e já existe no mercado apresentações com a agregação delas na mesma cápsula. Porém, mesmo com todos esses avanços, a cirurgia ainda é uma opção que tem que ser lembrada, principalmente nos pacientes que não respondem bem ao tratamento medicamentoso ou que apresentam risco de complicações mais severas. Contudo, vale salientar que também no campo da cirurgia houve muitos avanços, como a possibilidade de usar o laser para e eliminação da porção aumentada da próstata em casos selecionados, bem como nas técnicas de suporte anestésico durante a operação, e também na estrutura disponível para os cuidados pós-operatórios.

Fonte: Minhavida.com.br


Saúde - tirando aquelas gordurinhas da cintura


Abdominoplastia: a cirurgia da barriga chapada

Procedimento remove excesso de gordura, flacidez e some até com estria

O que é a abdominoplastia?
 A abdominoplastia é uma cirurgia plástica realizada para retirar o excesso de pele, gordura localizada e proporcionar a recuperação da firmeza dos músculos da região abdominal, resultando em uma barriga mais lisa e tonificada. Esse procedimento também consegue remover as estrias localizadas na região, pois há a remoção de pele. 

Outros nomes para abdominoplastia:
Dermolipectomia de abdômen e plástica de abdômen.

Indicações da abdominoplastia

A abdominoplastia não pode ser considerada como um tratamento à obesidade ou uma alternativa para substituir uma alimentação balanceada e a prática de exercícios físicos. Candidatos à abdominoplastia devem ser saudáveis e relativamente em forma, tanto mulheres, quanto homens. 

O cirurgião plástico Carlos Alberto Komatsu, diretor da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, explica que em pacientes cuja musculatura da parede abdominal é muito fraca, a costura realizada durante a cirurgia pode ficar comprometida, uma vez que os músculos não são estabilizados tão facilmente. 

Em geral, a abdominoplastia é bastante requisitada por mulheres que tiveram múltiplas gestações, pessoas que geneticamente possuem acumulo de gordura na região da barriga ou quem teve perda substancial de peso. O que esses pacientes têm em comum é o desenvolvimento de flacidez da pele, depósitos de gordura e estrias na região da barriga.

Como é feita a abdominoplastia?

Marcas para cirurgia
O cirurgião plástico vai avaliar o abdômen do paciente, verificando a quantidade e a localização dos acúmulos de gordura. Normalmente, a abdominoplastia requer duas incisões: 

- A primeira é horizontal na região logo acima dos pelos pubianos que se estende até próximo dos quadris, levemente curvada para cima. A extensão dessa incisão e a forma variam conforme a quantidade de pele a ser removida.

- A segunda incisão é feita na vertical, finalizando ao redor do umbigo, por onde os excessos de pele da parte superior do abdômen são separados das partes profundas. Nesse momento os músculos abdominais são suturados para que se tornem mais rígidos, o que irá proporcionar uma barriga mais plano e uma cintura mais definida. Essa pele em excesso é esticada para baixo para que seja removida e é feito um orifício para recolocar o umbigo em sua posição de origem. 

Após a cirurgia, são colocados drenos de aspiração no abdômen, para evitar o acúmulo de líquidos na região abdominal. Esses drenos são inseridos na parte inferior da barriga, próximo ao púbis, permitindo que a cicatriz seja disfarçada entre os pelos pubianos. Segundo Carlos Alberto Komatsu, o paciente pode ser liberado para casa com os drenos, que são de simples manuseio. Os drenos só causam dor no momento da retirada, que pode ser feita na clínica do cirurgião. Feito isso, as incisões da cirurgia poderão ser completamente fechadas, resultando em uma única sutura na linha da região púbica e uma dentro do umbigo, e são colocados os curativos e bandagens.

Variações da abdominoplastia

Quando a extensão do tratamento é menor, ela é chamada de miniabdominoplastia, pois retira acúmulos de gordura e pele apenas da região inferior da barriga, resultando em uma cicatriz menor. Tanto a abdominoplastia quanto a miniabdominoplastia podem ser associadas à lipoaspiração para melhores resultados e para um melhor contorno corporal.

Anestesia necessária para abdominoplastia

Em geral, é utilizada a anestesia raqui ou peridural com sedação e não é necessário mais de um dia de internação no hospital. Para procedimentos mais complexos, que envolvem remoção de grandes quantidades de tecido, ou a associação de outros procedimentos, como a lipoaspiração, usa-se anestesia geral. 

O cirurgião Carlos Alberto Komatsu conta que, em muitos casos, é recomendado fazer outra cirurgia no mesmo momento em que é realizada a abdominoplastia. A lipoaspiração, por exemplo, ajuda a definir os contornos corporais. Podem ser feitas também cirurgias de mama e até procedimentos menores na face. "No entanto, é necessário que os procedimentos associados não demandem muito tempo, o que pode aumentar a duração da cirurgia além do recomendado".

Tempo de duração da abdominoplastia

O tempo de duração da abdominoplastia pode variar muito, mas a maioria dos procedimentos dura entre duas e cinco horas. O tempo varia conforme a extensão do tratamento, quantidade de tecido a ser removido e da associação ou não da lipoaspiração. 

Contraindicações da abdominoplastia

A abdominoplastia não é recomendada nos casos em que sejam previstos gestações futuras ou cenários de grandes ou ganhos de peso após a cirurgia plástica. A presença de cicatrizes de cirurgias anteriores, até mesmo uma cesárea, também pode reduzir a eficácia da abdominoplastia. 

Há casos que precisam ser avaliados individualmente pelo cirurgião plástico, como exemplo: pessoas que tenham realizado cirurgias anteriores e tenham cicatrizes na região abdominal, pessoas com alguns tipos de doença do colágeno e alguns tipos de fumantes. Dependendo da cicatriz que já existe, ela até pode impossibilitar a realização da abdominoplastia. O cirurgião plástico Wagner Montenegro, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, reforça que, nesse sentido, é muito importante a transparência durante a consulta com o cirurgião plástico com relação a todos os detalhes que forem perguntados pelo médico. "A relação de confiança e honestidade entre paciente e cirurgião plástico é essencial para bons resultados".

Pré-operatório da abdominoplastia

Nos dias anteriores à cirurgia devem ser realizados todos os exames laboratoriais prescritos pelo médico, deve ser suspenso o uso de medicamentos anticoagulantes - como o ácido acetilsalicílico- e cigarro e bebidas alcoólicas, evitados. Sobre o uso de remédios é fundamental informar ao médico, todos os medicamentos estão sendo usados e ao longo de quanto tempo. Além disso, deve ser realizado jejum absoluto de sólidos e líquidos nas oito horas que antecedem o procedimento. Em caso de gripe ou mal estar, o médico deve ser avisado.

Pós-operatório da abdominoplastia

Durante um período mínimo de 35 dias, é obrigatório o uso de malha compressora, também conhecida como cinta pós-cirúrgica, de tamanho adequado ao paciente. Também é necessário evitar esforços físicos, como carregar peso, além de procurar manter-se numa postura levemente curvada durante os primeiros 15 dias. O paciente deve caminhar dentro de casa com amparo de alguém e evitar subir e descer escadas. 

Antes da liberação médica o paciente também não deve dirigir e não pode usar roupas apertadas (roupas íntimas, calças jeans, etc.). É fundamental o cuidado ao sentar-se para não esticar demais o tronco e não se curvar demais para frente. Exposição ao sol, ao calor excessivo e compressas quentes no local da sutura da abdominoplastia também são proibidos. 

O paciente deve seguir todas as orientações até conseguir a liberação médica para retomar a rotina normal aos poucos. 

O cirurgião plástico deve prescrever analgésicos para serem usados caso o paciente sinta dor no período pós-cirúrgico. É comum que o paciente sinta incômodos nos primeiros dias, mas isso vai sumindo gradativamente.

Percepção dos resultados da abdominoplastia

Logo após a realização da abdominoplastia, o paciente já consegue notar os novos contornos. É normal que haja inchaço nesse período, portanto, são tomados todos os cuidados necessários para uma recuperação tranquila, sem complicações. O resultado definitivo, em que o paciente já apresenta a completa cicatrização, chamada de fase de involução, acontece entre oitavo e décimo segundo mês após a abdominoplastia.

Riscos da abdominoplastia

 O maior risco de complicação relacionado à abdominoplastia é de retalho abdominal, que ocorre na pele do abdômen e compromete o resultado final, pois ocorre necrose do tecido. Esse risco é maior para fumantes. Pode ocorrer o aparecimento de queloides, que dependendo da gravidade precisam ser tratados com medicamentos, cirurgia a até radioterapia. Segundo o cirurgião plástico Carlos Alberto Komatsu, há também as complicações comuns a qualquer cirurgia, como sangramento, infecção, trombose venosa, tromboembolismo pulmonar e óbito.

Tratamentos coadjuvantes da abdominoplastia

Conforme a indicação médica, alguns dias após a abdominoplastia é recomendado fazer sessões de drenagem linfática, respeitando seu processo de cicatrização, sem machucar ou oferecer riscos ao paciente. "Para todas as cirurgias plásticas, a drenagem linfática pós-operatória auxilia bastante na cicatrização e na recuperação saudável" explica o cirurgião Wagner Montenegro.

Cheque antes da consulta de abdominoplastia:

 - O médico que você irá consultar deve ter registro no Conselho Federal de Medicina (CFM), é possível fazer essa checagem no site da instituição; 

- O profissional deve, obrigatoriamente, ser membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Outras instituições não avaliam a formação e experiência do profissional desta área; 

- A cirurgia deve ser feita em hospital que tenha creditação para realizar cirurgias de médio porte. Entre em contato com o hospital para checar; 

- Converse com alguém que já fez a cirurgia com o mesmo médico e informe-se sobre o procedimento e os resultados;

- O tempo de internação após a abdominoplastia deve ser de, no mínimo, 24 horas. Sair do hospital logo após o procedimento é um erro e pode causar danos à saúde.

Fonte: Minhavida.com.br

sábado, 27 de abril de 2013

Infraestrutura e mobilidade


Governador assina ordem para construir vias de ligação entre a BR-324 e a Paralela

A ordem de serviço para o início das obras foi assinada hoje; intervenção tem como objetivo desafogar parte do trânsito da região do Iguatemi


O governador Jaques Wagner assinou nesta terça-feira (23) a ordem de serviço para o início da construção das ligações entre a BR-324 e a avenida Luís Eduardo Magalhães/Paralela. A solenidade aconteceu no bairro de São Gonçalo do Retiro e contou com a presença do prefeito de Salvador, ACM Neto, do secretário de Desenvolvimento Urbano, Cícero Monteiro, e do presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), José Lúcio Machado.
Intervenção irá custar aproximadamente R$ 7 milhões aos cofres públicos

O projeto prevê também a requalificação do sistema viário no local e a construção de ligações com o terminal de integração de ônibus do Retiro, totalizando investimentos de aproximadamente R$ 7 milhões. Segundo o governador, o objetivo da intervenção é diminuir o fluxo de veículos na região do Iguatemi, fazendo com quem segue pela BR-324 consiga acesso à avenida Paralela sem passar pela rótula do Abacaxi.
Além destas obras, o governo também já anunciou a construção de viadutos com o objetivo de ligar os bairros do Imbuí e Narandiba às vias marginais da avenida Paralela, além da duplicação de avenidas como a Pinto de Aguiar, Gal Costa e Orlando Gomes.
Fonte: Coreio 24H

Infraestrutura - ponte Salvador-Itaparica


Governo lança edital para estudos de impacto ambiental da ponte Salvador-Itaparica

Empresas de todo o país podem participar concorrência pública


O Governo do Estado lançou nesta terça-feira (23) o edital de elaboração de Estudos de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (Rima) para a implantação do projeto da ponte Salvador-Ilha de Itaparica. Empresas de todo o país podem participar concorrência pública.




Os estudos servirão para minimizar os impactos ambientais e sociais na Ilha de Itaparica, Baía de Todos-os-Santos (BTS) e demais áreas da região indiretamente afetadas. As empresas interessadas em apresentar propostas já podem consultar o edital da concorrência disponível nos sites da Seplan e Comprasnet.

O EIA deve ter ênfase para itens como estudo dos solos, qualidade da água e dos sedimentos, fauna e flora terrestre e aquática e dinâmica populacional. Segundo o secretário de planejamento, Sergio Gabrielli, o estudo terá caráter participativo e transparente.

Outros estudos
O governo também divulgou o edital para elaboração do Plano de Manejo da Baía de Todos-os-Santos (BST). Os estudos vão complementar o EIA-Rima do projeto da ponte Salvador-Ilha de Itaparica. A proposta é que o plano seja um instrumento de gestão, visando à orientação, priorização e coordenação de ações para manutenção dos atributos da Área de Proteção Ambiental (APA) da baía.

Fonte: Correio 24H

Feiraguai, de Feira de Santana, considerada a maior área de comércio popular do Norte e Nordeste chega a Salvador


Dos 220 boxes do JJ Center, 40 foram comprados por empresas de Feira de Santana

Empresários do Feiraguai, em Feira de Santana, compram dezenas de boxes no novo shopping popular da Baixa dos Sapateiros. Objetivo é garantir a clientela perdida em Feira


O celular xing-ling é produzido na China, exportado para o Paraguai, levado para São Paulo, comprado por empresários baianos e enviado para Feira de Santana. A partir de junho, o município baiano não será mais a última parada do xing-ling e de outros produtos importados do Paraguai. 

Oito empresários do Feiraguai, o maior polo de comércio informal de toda a região Norte e Nordeste, decidiram trazer para a capital os itens vendidos em Feira de Santana. Eles vão ocupar 40 unidades do novo shopping popular da Baixa dos Sapateiros (Avenida JJ Seabra), que deve ser inaugurado em junho no prédio que abrigava a loja Mega Insinuante. 

Para o presidente da Associação dos Vendedores Ambulantes de Feira de Santana, Nelson Dias de Assis, a chegada dos empresários do Feiraguai ao JJ Center - iniciativa de um grupo de investidores de Minas Gerais - é uma mostra da expansão da feira. 

“Muitos comerciantes pleiteiam um espaço na capital para ampliar seus investimentos. Com a colaboração do governo, eles estão oficializando os produtos”, afirma Assis, que já reservou cinco boxes no empreendimento.  


Segundo ele, a concorrência entre empresários de Feira e de Salvador aumentou nos últimos anos, o que explica o interesse dos feirenses na  capital. “Muitas importadoras já estão em Salvador. O JJ Center é uma forma de irmos ao encontro dos clientes. Estamos tentando ampliar os negócios”, conta Assis. 

Segundo Cláudio Correia, diretor comercial do JJ Center, o novo shopping terá 220 boxes, dos quais 40 já foram alugados por empresários do Feiraguai.  Para Correia, os empresários de Feira estão preocupados em perder clientes para o JJ Center, por isso a ocupação do empreendimento.

“Muitos ônibus saem daqui de Salvador lotados para o Feiraguai. À medida que tivermos os mesmos produtos, as pessoas não vão mais viajar 100 km”, acredita o executivo.

“O público B quer preço barato em um lugar organizado. A nossa estrutura é diferenciada. O Feiraguai foi feito a facão. A gente vai fazer um local organizado, limpo, mas não luxuoso”, completa.

Já Assis explica que os empresário feirenses montarão filiais no shopping e que eles não abandonarão o Feiraguai, que, no país, só perde para a 25 de Março, de São Paulo, e a Feira do Paraguai, em Brasília. Para ele, o Feiraguai continuará como o maior comércio informal do estado. 

O empresário Alfredo Gusmão  apostou no shopping para abrir a quinta filial de Salvador da Casa do Tricolor, loja que vende produtos oficiais do time do Bahia. Gusmão conta que a vinda de empresários do Feiraguai pesou em sua decisão. 

Classes A e B
 “Não são só as classes C e D que vão comprar em Feira. As classes A e B também vão. Todo mundo que ia pra lá agora vai passar a comprar aqui. Por isso, investi no JJ Center. Coloquei todas as minhas fichas nesse investimento”, revela Gusmão.   O diretor do shopping acredita que, além dos boxes dos comerciantes de Feira, a praça de alimentação vai conquistar clientes para o centro.

Segundo ele, o shopping suprirá uma carência de lanchonetes e restaurantes da região. Ele estima que a frequência diária será de uma a duas mil pessoas no início e de seis a sete mil pessoas depois de um ano da inauguração, em junho de 2014. 

O shopping contará ainda com a  1899 Store, loja do time do Vitória, um posto de atendimento da prefeitura municipal, uma loja especializada em produtos para bebês, uma agência bancária e uma lotérica. Os investidores ainda estão em negociação com uma rede internacional de fast food e uma grande marca brasileira de cosméticos. 

“O que não teremos são lojas de grife. Essa não é nossa intenção. O shopping é popular”, afirma o diretor do centro. O empreendimento, segundo Correia, deve se assemelhar a uma galeria, contando com 220 boxes de aproximadamente quatro metros quadrados cada em três andares. O investimento no novo centro foi de R$ 10 milhões.

Expansão  
A construção de outros quatro shoppings semelhantes está nos planos dos investidores mineiros. O grupo prevê que dois novos centros comerciais devem ser inaugurados em 2014 e outros dois até 2017.

Os quatro serão instalados na Baixa dos Sapateiros, Avenida Sete de Setembro e Comércio. “Essas previsões podem mudar. Podemos acelar os investimentos. Estamos investigando as possibilidades”, conta Correia. 

Segundo ele, o investimento nos cinco shoppings será de R$ 60 milhões e, juntos, os empreendimentos gerarão cerca de 20 mil empregos diretos e indiretos.

Novo centro comercial já valorizou imóveis na Baixa dos Sapateiros
O diretor do novo shopping popular da Baixa dos Sapateiros, Cláudio Correia, acredita que o centro vai recuperar o comércio local. “Apenas com o anúncio do empreendimento, o movimento já aumentou. Os imóveis na região valorizaram em 25% desde dezembro”, afirma Correia.

Apesar da aposta na melhoria do local, ele afirma que poucos comerciantes da região se interessaram nos boxes do JJ Center. “Eles chegaram lá quando a Baixa dos Sapateiros já estava em decadência. A política de preços deles é outra. Só dois ou três comerciantes nos procuraram”, conta.
Correia afirma que o centro tornará o bairro a “25 de Março de Salvador”, uma referência à popular avenida de comércio popular de São Paulo. “A Baixa dos Sapateiros voltará a ter o movimento que já teve um dia”, projeta.
A região era um dos principais comércios de Salvador antes da chegada dos shoppings. De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a frequência do local caiu principalmente depois da construção da Estação da Lapa, na década de 80. A mudança fez com que a maioria dos ônibus deixasse de passar pelo Terminal da Barroquinha.
Fonte: Correio 24H

Educação - mais uma universidade federal para a Bahia


Bahia deve ganhar mais uma universidade federal

De autoria do deputado federal Afonso Florence (PT-BA), o projeto prevê a implantação da Universidade Federal da Chapada Diamantina (UFCD)


Foi aprovado pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP) da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (24), o projeto para a criação de mais uma universidade federal no estado da Bahia. De autoria do deputado federal Afonso Florence (PT-BA), o projeto prevê a implantação da Universidade Federal da Chapada Diamantina (UFCD).

Ainda de acordo com o projeto, a UFCD terá sede e foro nas cidades de Seabra, Lençóis, Ipirá, Rio de Contas e Morro do Chapéu. Além disso, até a sua implantação a universidade teria a criação dos cargos de reitor e vice-reitor e seu provimento temporário.

O projeto passa por fase de conclusão, mas ainda será avaliado pelas comissões de Educação e Cultura; Finanças e Tributação e Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Correio 24h

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Urbanismo - novas vias e viadutos na região da Avenida Luis Viana Filho (Paralela), em Salvador


Avenida vai ter mais três viadutos para desafogar engarrafamentos

As soluções apontadas para a avenida Paralela são três viadutos e duas vias marginais que começam a sair do papel este mês

A avenida considerada o principal gargalo do trânsito de Salvador tem boas chances de ter um futuro menos congestionado. Mais movimentada via da cidade, por onde passam 240 mil veículos diariamente, a Avenida Luiz Viana Filho, a Paralela, ganhará três novos viadutos e duas vias marginais.


Viadutos 1 e 2 vão permitir que os motoristas entrem e saiam do Imbuí sem pegar retornos na Paralela

A ordem de serviço para a execução do projeto foi assinada na manhã de ontem (16/04) pelo governador Jaques Wagner, em solenidade no canteiro central da Avenida Jorge Amado (Imbuí). Com previsão de serem finalizadas em 10 meses, as obras vão custar R$ 75 milhões financiados pelo BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, além de outros R$ 20 milhões para fins de desapropriação. As obras devem começar ainda este mês. 

Os três viadutos visam desafogar o tráfego da avenida, desatando um dos seus principais nós: o trecho em que a Paralela se encontra com o bairro do Imbuí. Segundo detalhou o diretor de Obras Estruturantes da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado (Conder), Sérgio Silva, o viaduto 1, que terá 295 metros de extensão e 2 faixas, vai permitir que o motorista que sai do Imbuí, sentido Centro, caia direto na Paralela. 

Na situação atual, para se fazer o mesmo percurso, o condutor tem que entrar na Paralela sentido aeroporto e fazer retorno à esquerda (próximo ao supermercado Extra). Com 415 metros e faixa mista (2 e 3 faixas), o viaduto 2 permitirá que o motorista deixe a Paralela, sentido Centro, pelo viaduto. Assim, ele dará acesso tanto ao Imbuí quanto à própria Paralela, servindo de retorno. Na situação atual, o motorista segue na Paralela até subir o viaduto Luis Eduardo Magalhães, desce novamente a Paralela para então chegar ao Imbuí. 

O viaduto 3, que terá 172 metros e  2 faixas, vai ligar a Avenida Edgard Santos (nas proximidades da Coelba) ao Imbuí (próximo ao almoxarifado da Farmácia Santana), facilitando o acesso ao Cabula, Narandiba, Engomadeira e Tancredo Neves. Sérgio Silva ainda afirma que ali será construída uma via marginal, no sentido aeroporto. A outra, sentido Centro, próximo ao Condomínio Amazonas, passará por alargamento. 

O diretor da Conder disse não ter como precisar a quantidade de carros que deixará de circular pela avenida com a construção dos viadutos. ”A maioria dos carros vai continuar passando pela Paralela. O que vai diminuir é o tempo e o percurso que vão precisar fazer”, argumenta. Desapropriações serão realizadas no canteiro central, na entrada de Narandiba e próximo ao Condomínio Amazonas e ao Imbuí. “Obviamente, com as devidas indenizações”, garante. 

Economia
A analista de transporte e tráfego e especialista em mobilidade urbana Cristina Aragon calcula que os viadutos 1 e 2 vão proporcionar uma economia de 1,3 quilômetro em cada pista, o que equivale a uma redução de 2,6 quilômetros da distância percorrida. Cristina Aragon acredita que o viaduto 3, para quem vem do Iguatemi e quer pegar a Avenida Edgar Santos, vai trazer uma economia ainda maior: cerca de 4 quilômetros. “Isso implica em redução de combustível, menos impacto ambiental e menos congestionamento”, acredita. 

Para a especialista, o principal benefício do projeto é evitar o entrecruzamento entre as pistas da própria Paralela e da avenida com outras vias, o que é causado por canteiros centrais e as interseções em nível, como as avenidas Jorge Amado e Orlando Gomes, por exemplo. Conforme explica, o motorista que retorna nos canteiros centrais muitas vezes precisa atravessar as faixas para usar as vias marginais. Com os viadutos, os condutores já sairão na faixa certa. “Reduzir esses entrecruzamentos é muito importante para o trânsito”, diz.

Cristina Aragon explica que a Paralela foi concebida para ser uma via expressa e acabou descaracterizada como tal. “Primeiro por esses retornos, mas também pelos postos de gasolina no canteiro central, que nunca deveria ser permitido e também pela falta de linhas marginais”, pontuou. “Mas a Paralela será realmente um local agradável quando tivermos ali transporte de qualidade, quando for melhor pegar o metrô do que ficar no congestionamento”, finaliza.


Especialistas elogiam, mas pedem prioridade para transporte público
A construção dos viadutos e ampliação das pistas marginais são obras necessárias, mas chegam com atraso e não vão solucionar o problema totalmente. Essa é a avaliação da analista de transporte e tráfego e especialista em mobilidade urbana Cristina Aragon.

“Solução só mesmo o transporte público de qualidade —  o metrô e suas linhas alimentadoras”, explica. “A Avenida Paralela já não comporta, como nunca deveria ter comportado, retornos no canteiro central. Esses retornos são responsáveis por parte desse congestionamento que a gente vê hoje. Os viadutos vão garantir melhor fluidez no tráfego de veículos”.

O professor de Urbanismo da Uneb Jorge Glauco Nascimento concorda com Aragon. “Para se pensar em mobilidade, tem que se pensar no transporte de massa”, analisa. Ele destaca que qualquer iniciativa para melhorar o trânsito em Salvador é “extremamente positiva”, mas pede que o governo olhe a cidade como um todo. “Vejo uma fixação do poder público com a Paralela”, diz. 

O professor ainda ressalva que o governo precisa avaliar bem como serão feitas as obras e os transtornos que trarão para a cidade. “Como será equacionado esse nó?”, questiona. O governador Jaques Wagner destacou que, apesar dos transtornos, as obras são necessárias para melhorar a trafegabilidade na região. “Estamos num esforço com a prefeitura no sentido de melhorar a mobilidade urbana na cidade”, disse. 

Como viaduto 3, os motoristas vão acessar a Avenida Edgar Santos (Narandiba) sem retornar no Extra

Transferência do metrô deve ser assinada na segunda-feira
O acordo do programa de viabilização do metrô, que prevê a transferência da responsabilidade do equipamento da gestão municipal para o estado, deve ser assinado na próxima segunda-feira (22/04). A estimativa foi do governador Jaques Wagner, ontem (16/04), uma semana após o adiamento da assinatura por causa de necessidade de revisões técnicas e jurídicas.

Segundo o governo do estado e a prefeitura de Salvador, as procuradorias de ambas as partes já concluíram os trabalhos. “Esse é um momento importante pra Salvador. O martelo já foi batido e assim que assinarmos o documento de formalização de transferência, o que deve ocorrer na segunda-feira, a gente bota a licitação na rua”, afirmou Wagner.

Após a cerimônia de assinatura do contrato, um projeto de lei deve tramitar na Câmara de Vereadores de Salvador e na Assembleia Legislativa da Bahia, concluindo a etapa da transferência.  A transferência da administração do sistema para o estado, junto com os trens do Subúrbio e a Estação Pirajá, foi acertada entre Wagner e Neto no  dia 5.
Fonte: Correio 24H