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Geógrafo pela Universidade Estadual de Santa Cruz-UESC,Ilhéus/Itabuna; Urbanista pela Universidade do Estado da Bahia, UNEB, Campus Salvador; Especialista em Metodologia para o Ensino Superior, pela Fundação Visconde de Cayru; pós-graduando em Ecologia e Intervenções Ambientais pelo Centro Universitário Jorge Amado, UNIJORGE.

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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Mais dicas de saúde

Cinetose é a causa de enjoos durante longas viagens

O popular "Mal do Movimento" pode ser tratado e, inclusive, evitado

É comum as pessoas sofrerem de náuseas, tonturas e até vômitos em viagens de carro, navio, barco ou avião. O que poucos sabem é que essas complicações têm nome e tratamento específico e são causadas por solavancos, acelerações, desacelerações e movimentações rítmicas ou bruscas que acontecem durante a viagem.

O Minha Vida conversou com especialistas no assunto que explicaram por que a cinetose, ou Mal do Movimento, ocorre e como tratá-la.

Por que as pessoas enjoam?
O neurocirurgião do Grupo de Colunas do Hospital das Clínicas Alexandre Meluzzi explica que o órgão responsável pelo movimento é uma extensão no nosso sistema auditivo e possui uma estrutura chamada vestíbulo, popularmente conhecida como labirinto.
cinetose - Foto Getty Images
Esse órgão tem três canais em formato de semicírculo, todos preenchidos com um líquido viscoso denominado endolinfa. O interior desses canais é revestido por células com diversos cílios ligadas a terminações nervosas, que estão em contato com nosso sistema nervoso central.

Os movimentos que nossa cabeça sofre durante as viagens provocam o deslocamento desse líquido, desviando os cílios e gerando impulsos elétricos que chegam até o sistema nervoso central. Nosso sistema nervoso, por sua vez, responde a esses impulsos com a sensação de náusea, podendo a pessoa sofrer enjoos e vômitos.

Os especialistas chamam isso de "vestibulopatia" temporária, cinetose ou Mal do movimento. Alexandre alerta que esse estímulo pode até gerar uma inflamação no órgão do equilíbrio, intensificando os sintomas e causando uma espécie de labirintite.
"Manter uma atitude positiva pode fazer a diferença", diz Alexandre

Amenize os sintomas
Feito o diagnóstico médico de cinetose, o paciente deve tomar certos cuidados quando for fazer viagens de carro, navio, barco ou avião.

O otorrinolaringologista Fernando Pochini, do Hospital São Luiz em São Paulo, recomenda que a pessoa escolha lugares no veículo onde a amplitude do movimento seja menor, como o banco do meio do carro ou as partes centrais - no avião ou navio - ao invés das pontas.

No caso dos automóveis, Alexandre também recomenda viajar com velocidade reduzida, fazendo curvas mais largas.
cinetose - Foto Getty Images
"Como há fatores psicológicos envolvidos, manter uma atitude positiva pode fazer diferença" conta o neurocirurgião Alexandre, que dá uma lista de recomendações simples:

- Não ingerir muito líquido ou alimentos antes de viajar;
- Fazer paradas se possível, no caso dos automóveis;
- Reclinar o banco quando possível;
- Resfriar o corpo;
- Não ingerir álcool, pois ele agrava os sintomas;
- Evitar leitura durante as viagens;
- Não olhar pela janela e para os objetos em movimento;
- Fazer exercícios posturais e de relaxamento;
- Repousar e dormir para ajudar a controlar os sintomas.

A reabilitação do equilíbrio também pode ser feita por meio dos chamados exercícios vestibulares. "São exercícios repetitivos com os olhos, cabeça e corpo com o objetivo de criar um conflito sensorial, provocando o reajuste da função do equilíbrio", explica o otorrino Fernando Pochini. Para mais informações sobre esses exercícios consulte o seu médico.
cinetose - Foto Getty Images
Medicações recomendadas
Se você já sabe que vai enjoar durante a viagem, uma boa pedida é usar algum tipo de medicamento que iniba os sintomas da cinetose antes mesmo de eles acontecerem. As medicações mais utilizadas são a metoclorpropramida, flunarizina, dimenidrinato e os inibidores centrais do vômito, como a ondansetrona. É importante ressaltar, porém, que todo medicamento deve ser indicado por um médico de confiança.

A ação desses medicamentos é simples. De acordo com Alexandre Meluzzi, elas podem inibem receptores dos núcleos centrais e controlam os sintomas de forma muito eficaz.

"No entanto, esses medicamentos diminuem a atividade encefálica, reduzindo os reflexos motores, diminuindo a percepção periférica de estímulos e causando sonolência", alerta Alexandre. Por isso, não devem ser utilizados por quem vai dirigir ou pilotar em hipótese alguma.
cinetose - Foto Getty Images
Para aqueles são adeptos da medicina natural e sofrem com o Mal do Movimento, o clínico geral e estudioso de plantas medicinais Alex Botsaris recomenda o gengibre como santo remédio para esse mal estar. É cientificamente comprovada a atividade dessa planta contra náuseas e doenças relacionadas ao movimento.

"O chá deve ser consumido três vezes ao dia de viagem, de dois a quatro gramas da planta em forma de raiz fresca para cada 150 ml de água" diz o clínico, que completa: "Acupuntura também possui evidência científica de atuar na doença do movimento. Uma aplicação de agulhas pode ser feita antes da viagem".

Também há especialistas que indicam a vitamina B6, presente no arroz integral, gérmen de trigo, aveia, amendoim, nozes e batata, e o magnésio - presente nas folhas verde-escuras, tais como espinafre e escarola - para ajudar a diminuir os sintomas.
Passei mal! E agora?
Se não teve jeito e você passou mal mesmo, os especialistas recomendam o uso de medicamentos antivertiginosos, sempre com supervisão médica.

Além disso, Alexandre lembra a importância da hidratação e reposição de sais minerais perdidos com os vômitos. O chá de gengibre, segundo o clínico Alex, também pode ser tomado após a manifestação dos sintomas.

Fonte: Minha Vida.

Dicas de saúde para você que vai pegar a estrada no feriadão

Exercícios para evitar desconfortos em viagens longas

Dores musculares e inchaço são comuns quando se passa muitas horas sentado


No feriado prolongado ou até mesmo no final de semana, muita gente não perde a oportunidade de arrumar as malas e viajar - em alguns casos, para bem longe.

Porém, junto da alegria de viajar estão alguns desconfortos, típicos de viagens longas, tais como as dores musculares e incômodos que podem acontecer quando se fica muito tempo sentado no avião, no carro ou no ônibus. Fora o peso de carregar as malas. Mas é possível evitar esses problemas.

A seguir, o coordenador do setor de Fisioterapia do Instituto Cohen de Ortopedia, Reabilitação e Medicina do Esporte e Fisioterapeuta do Centro de Traumatologia do Esporte da Unifesp, Maurício Garcia, explica por que essas dores acontecem e dá dicas de como evitá-las.

Postura e atitude
O fisioterapeuta Maurício Garcia explica que as dores que podem surgir quando se faz viagens longas são desencadeadas por dois fatores: postura e atitude.
viagens longas - Foto Getty Images
Quando diz postura, Maurício se refere à posição que ficamos no carro, ônibus ou avião - sentado e sem a possibilidade de se levantar, dependendo da situação.

A atitude se refere à tensão da viagem, principalmente para quem está dirigindo ou tem medo de avião, por exemplo. As consequências dessa combinação são espasmos musculares e dores nas pernas.

"O corpo não se adapta de uma hora para outra a uma postura ou uma atitude que você não tem o hábito de fazer. Por isso, ficamos com dores. Nosso corpo entende essa atividade como uma agressão e processa dor", explica Maurício.

Doenças relacionadas
Pelo fato de a circulação ficar comprometida durante essas viagens, principalmente na região das pernas, pessoas que tem algum tipo de predisposição física ou deficiência de retorno venoso - como trombose, hérnia de disco e diabetes - podem desenvolver até mesmo uma embolia arterial, que é uma obstrução do fluxo sanguíneo em uma artéria por conta da presença de coágulos (êmbolos), acarretando comprometimento das funções do órgão.
viagens longas - Foto Getty Images
Em viagens de avião, as chances de complicações aumentam: "a pressurização das cabines causam um inchaço maior nas pernas. A orientação é usar uma meia de compressão, suave ou média", recomenda o fisioterapeuta.

Relaxando os músculos
Os exercícios que podem ser feitos para evitar dores e demais desconfortos durante longas viagens. Eles devem ser separados em duas categorias: para aqueles que são passageiros e para aqueles que estão dirigindo.

Aos passageiros:
- Movimentar o pé para cima e para baixo, estimulando a panturrilha e fazendo o sangue circular mais rápido.
- Mudanças sutis de postura, como virar um pouco para o lado.
- Inclinar suavemente a cabeça para um lado, para o outro e para frente.
- Fazer movimentos circulares com os ombros, ou subindo e descendo.
- Espreguiçar-se
- Alongar as costas
- No caso de viagens de ônibus ou avião, levantar-se e caminhar um pouco, se possível.

Aos motoristas:
"Para quem está dirigindo, a melhor coisa a se fazer é parar o carro. Qualquer outra atividade feita durante a direção pode levar o motorista a perder a atenção", conta Maurício.
A própria Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET) recomenda ao motorista fazer pelo menos duas paradas em viagens acima de 3 horas.
Maurício, porém, é mais radical e diz que as paradas podem ser feitas para viagens de 2 horas ou mais, principalmente no caso de pessoas que não costumam ficar sentadas.

"Para quem vive na cidade grande e trabalha sentado, o desconforto é menor", diz ele, porém alerta que as paradas ainda sim devem ser feitas. "É possível até aproveitar o trânsito parado para descer um pouco do carro", completa.

Fonte; Minha Vida.

sábado, 18 de junho de 2011

Educação/tecnologia

Projeto de engenharia de estudantes baianos ganha prêmio internacional

Rafael Guimarães e Vinícius Cal fazem engenharia mecatrônica na Unifacs.
Eles levaram prêmio de US$ 100 mil com projeto para construção civil.

Rafael Guimarães e Vinícius Cal em Fort Lauderdale, nos EUA (Foto: Divulgação) 
Rafael Guimarães e Vinícius Cal desenvolveram o
projeto vencedor (Foto: Divulgação)
 
Dois estudantes do curso de engenharia mecatrônica da Universidade Salvador (Unifacs) ganharam um concurso internacional de planos de negócios e o prêmio de US$ 100 mil com um projeto de uma grua automatizada para a construção civil. O projeto de Rafael Guimarães e Vinícius Cal foi apresentado em Fort Lauderdale, na Flórida (EUA), e levou a Competição Internacional de Planos de Negócios James McGuire.
Mais de 200 projetos de estudantes de várias partes do mundo participaram da competição. Os brasileiros (ambos com 23 anos), desenvolveram uma grua com um contrapeso localizado em uma das pontas que pode ser móvel e automático. A depender da necessidade e do manuseio, ele se desloca para um local mais apropriado da ponta, o que causa maior estabilidade e facilidade durante sua movimentação.
“A grua tem capacidade de carga cinco vezes maior em qualquer parte de sua ponta e oferece segurança maior para os operários”, destaca Rafael Guimarães. A dupla já patenteou o invento no Brasil, Estados Unidos e Europa, e trabalha em um outro projeto para aumentar ainda mais a segurança do equipamento. A engenharia mecatrônica promove a união dos conhecimentos da mecânica, eletrônica e computação.
Protótipo mostra como funciona o contrapeso móvel da grua automatizada (Foto: Divulgação)Protótipo mostra como funciona o contrapeso móvel da grua automatizada (Foto: Divulgação)
 
“Traz mais segurança porque dá mais equilíbrio contrapeso se move automaticamente, dá equilíbrio em peso real”, destaca o estudante. Os dois amigos pretendem usar o dinheiro do prêmio na empresa que formaram para desenvolver produtos para a engenharia civil. “Com a Copa do Mundo e as Olimpíadas, um equipamento como esse pode tornar mais segura e mais rápida as grandes construções”, destaca.


Fonte: g1.globo.com

Saúde - entre em forma

Aprenda a pular corda e perder peso de forma saudável e permanente

Emagrecer sem remédios ou cirurgia não é tarefa fácil, principalmente para as mulheres. Exige a união de três fatores: reeducação alimentar, exercícios e força de vontade. Mas é possível, sim, perder peso de forma saudável: bastam empenho e persistência. Nesse sentido, o Bem Estar desta quarta-feira (15) trouxe dicas para você entrar na medida certa.
Para incentivar as pessoas a comerem menos, gastarem mais energia e não sentirem tanta culpa, o endocrinologista Alfredo Halpern e o preparador físico José Rubens D'Elia participaram do programa. D'Elia ensinou a fazer uma corda em casa, com materiais simples e baratos (a corda custa em média R$ 2). Em seguida, ele e o professor de educação física Fabio Grieco mostraram o jeito certo de pular. Meia hora de atividade equivale às calorias de um hambúrguer caprichado.

Pular corda (Foto: Arte/G1)

O advogado Alexandre Berthe também esteve presente no estúdio, ao lado dos consultores. Ele já perdeu mais de 30 quilos após uma redução de estômago. Mas sua mudança de vida não está acontecendo apenas por causa da operação: ele come melhor e está praticando exercício físico. A circunferência da cintura dele diminuiu de 122 cm para 85 cm, medida ao vivo nesta quarta. Cada quilo que ele eliminou equivale a 1 cm de cintura a menos.
Segundo Halpern, semanas ou meses depois de o corpo começar a se movimentar, pode ser desencadeado um "vício" em endorfina. É algo normal, que faz bem e ajuda a manter a vontade de fazer atividade e frequentar uma academia, por exemplo. Na opinião do médico, Alexandre ainda não "tomou gosto" pela endorfina.
Além disso, em cirurgias bariátricas, os hormônios do estômago são alterados, o que afeta a sensação ao ingerir determinados alimentos. Por isso, há o desejo específico por alguns que antes eram "normais" e a rejeição a outros que eram adorados.
Alexandre também contou como foi sua viagem aos Estados Unidos e o que fez para controlar a vontade de sair da linha no país do fast food. Ele até tentou tomar refrigerante, com autorização da nutricionista, mas passou mal e voltou a beber água.
De acordo com Halpern, essa sensação pode ser chamada de "dumping": é como se o refrigerante tivesse passado muito rápido para o estômago e fosse direto para o intestino, o que causou uma sensação ruim. Uma comida muito energética ou rica em carboidratos e gorduras também provoca essa reação.
Ainda na série Pensando Leve, a manicure Alexandra Silvério disse que tem ido à academia três vezes por semana e está levando a nova rotina a sério. Atualmente, ela caminha meia hora na esteira, pedala 25 minutos na bicicleta e faz mais 20 minutos de musculação. Para terminar, um alongamento.
E não é só resistência que Alexandra está ganhando: aos poucos, ela adquire convicção de que não precisa tomar moderadores de apetite para emagrecer. E também de que tem controle sobre a própria mente.
O endocrinologista do Bem Estar, porém, citou estudos que mostram que pessoas com obesidade grave não conseguem perder peso sozinhas, sem o auxílio de medicamentos ou cirurgia. "Remédios não são vilões nem demônios", disse Halpern.
A questão sobre a possível proibição do moderador de apetite sibutramina no Brasil também foi levantada, e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) enviou uma nota em resposta. Segundo a Anvisa, esses medicamentos oferecem sérios riscos à saúde, que superam os benefícios. A decisão ainda está sendo analisada por uma comissão colegiada.

Fonte: g1.globo.com/bemestar

Urbanismo - Regiões Metropolitanas

Um exemplo a ser seguido pela Bahia


O governador Geraldo Alckmin (PSDB) sancionou anteontem a lei que formaliza e reorganiza a Região Metropolitana de São Paulo, aglomeração de 39 municípios -incluindo a capital -, que concentra metade da população do Estado e 18,9% do PIB (Produto Interno Bruto).

Com a lei, fica criado, entre outros organismos, o Conselho de Desenvolvimento, um colegiado formado por todos os prefeitos e representantes do Estado que vai apontar quais são as prioridades e onde devem ser feitos os investimentos.

“É para não ficar aquela história de o prefeito ficar de pires na mão pedindo coisas ao governo nem aquela história paternalista de o governo vir, de cima para baixo, e dar coisas para a região”, afirmou Edson Aparecido, secretário de Desenvolvimento Metropolitano.

O ato, no Palácio dos Bandeirantes, reuniu boa parte dos prefeitos da região e ex-governadores, como Laudo Natel, Paulo Maluf, Paulo Egydio Martins e José Maria Marin. Os ex-governadores José Serra e Luiz Antonio Fleury Filho, convidados, não compareceram. “O mundo moderno é metropolitano”, afirmou Alckmin, que listou, entre as prioridades da nova metrópole, a mobilidade urbana, o abastecimento de água, o combate às enchentes, a redução da poluição, o aumento do saneamento básico e a melhor destinação final do lixo.

Outra prioridade, segundo ele, é combater as desigualdades da metrópole, que reúne cidades com IDH-M (Índice de Desenvolvimento Humano - Municipal) semelhantes aos da Noruega e Austrália, líderes mundiais - como São Caetano e Barueri -, e outros com qualidade de vida semelhante à de países como Trinidad Tobago e Albânia - casos de Francisco Morato e Embu-Guaçu. “Vamos fazer um grande trabalho regional para fortalecer os municípios menos favorecidos”, disse Alckmin.

Além do Conselho de Desenvolvimento, a lei prevê a criação de câmaras temáticas e do Conselho Consultivo, colegiado formado por vereadores, deputados estaduais e pelo governo do Estado. O governo ainda vai enviar dois projetos complementares. Um deles cria a Agência de Desenvolvimento Metropolitano, que será a autarquia responsável pela elaboração de projetos de interesse comum às cidades da região.

O outro cria o fundo de desenvolvimento, que terá recursos dos municípios, do governo do Estado e da União, além de dinheiro proveniente de empréstimos em organismos nacionais (como o BNDES) e internacionais, como o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

Metrópole melhor estruturada

A metrópole de São Paulo foi dividida em cinco sub-regiões - a capital, pelo seu peso, participa de todas. As regiões mais carentes e que serão priorizadas pelo governo do Estado são a norte (Francisco Morato, Franco da Rocha, Cajamar e outras cidades) e leste (Itaquaquecetuba, Poá, Ferraz de Vasconcelos e outras). Foi o terceiro encontro consecutivo de Alckmin com os prefeitos da Grande São Paulo nesta semana.

Na quarta-feira, em Santo André, com os prefeitos das seis cidades do ABC, ele lançou, entre outros, a chegada do metrô à região e uma nova linha de trem, o Expresso do ABC, que fará uma ligação 35% mais rápida do que a atual linha 10-turquesa da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Em Itapevi, deu início às obras dos primeiros 5 km do corredor metropolitano de ônibus Itapevi-Butantã.

No total, serão 30,4 km passando pelas cidades de Jandira, Barueri, Carapicuíba e Osasco. Alckmin voltou a listar ainda os projetos já anunciados pelo governo, como o Expresso Guarulhos, uma linha de trem partindo da estação Brás, e a duplicação da rodovia Mogi-Dutra, no trecho que liga as rodovias Ayrton Senna e Dutra, entre Mogi das Cruzes e Arujá.

Setores da oposição, como deputados estaduais do PT, acusam Alckmin de usar a reorganização da região metropolitana para se aproximar de municípios que hoje são administrados pelo PT. Entre as grandes cidades administradas por petistas estão Guarulhos, São Bernardo do Campo, Osasco e Diadema. No ano que vem há eleições para prefeito.

Alckmin nega o caráter eleitoral, dizendo que a lei que reorganizou a região metropolitana foi aprovada por unanimidade na Assembleia Legislativa e que na cerimônia havia prefeitos de todos os partidos, inclusive do PT.

Fonte: Tribuna da Bahia

Humor

Na sala de aula, com seus alunos, o professor estava analisando aquele famoso poema de Carlos Drummond de Andrade: 

"No meio do caminho tinha uma pedra.
Tinha uma pedra no meio do caminho.
E eu nunca me esquecerei
Que no meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho."

Depois de ter explicado, exaustivamente, que, ao analisarmos um poema, podemos detectar as características da personalidade do autor, implícitas no texto, o professor pergunta:

- Joãozinho, qual a característica da personalidade de Carlos Drummond de Andrade que você pode perceber neste poema?

- Professor, das duas uma: ou ele era traficante ou era usuário!!!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Geologia/vulcanismo

As atividades vulcânicas envolvem todas as manifestações de atividades internas da Terra que, em decorrência da alta temperatura e pressão das rochas, termina com a expulsão de material fundido, o magma, rocha fluida e gases (POPP, 1988).
A estrutura vulcânica tem o aspecto mais ou menos perfeito de uma montanha cônica, cuja altitude varia de algumas dezenas de metros até aproximadamente 7.500 m (Aconcágua) (POPP, 1988). Sua morfologia é composta pelo cone, que é formado devido à acumulação de materiais magmático e piroclástico provenientes de rochas preexistentes, aglomeradas ao redor do orifício central denominado chaminé, conduto que permite a saída do material de ejeção; pela cratera, porção superior da chaminé que sofre um alargamento, geralmente provocado por explosões, tomando a forma de um funil (POPP, 1988); e pela caldeira, termo aplicado às enormes depressões circulares, originadas pelo colapso total ou parcial da cratera e do topo do vulcão, por conta da perda de apoio interno, seja pelo escape de gases, seja pela ejeção de grandes volumes de lava (TEIXEIRA et al, 2003).
De acordo com Teixeira et al (2003), as atividades vulcânicas atuais estão concentradas em rupturas da crosta terrestre, condicionadas ao movimento das placas litosféricas. Cerca de 60% dos vulcões ativos situam-se no chamado "Cinturão do Fogo", uma zona de borda do oceano Pacífico com intensa atividade vulcânica e ocorrências de terremotos (TEIXEIRA et al, 2003). A saída do magma poderá se dar de maneira explosiva ou passiva. Na forma explosiva, além do magma, fragmentos de rochas são lançadas a centenas de metros de altura, como no vulcão Stromboli na Itália. No segundo caso, o magma derrama-se pela superfície preenchendo vales e formando vastas planícies que podem atingir até 50 km de extensão como nos vulcões Mauna Loa e Kilauea, Havaí.
Do interior dos vulcões são expelidos diversos materiais, dentre eles as lavas basálticas que possuem cor preta e temperaturas entre 1.000 e 1.200°C, sendo este o tipo de lava mais comum nos derrames. Lavas almofadadas, que resulta do comportamento plástico do magma basáltico que, em contato com a água fria, resfria instantaneamente resultando numa forma tipo almofadas. Lavas pahoehoe em formato de "cordas" e aa, em forma de "blocos". As feições da primeira são observadas perto do local da erupção, devido as altas temperaturas reinantes; as segundas se formam a uma maior distância do vulcão, após uma exposição mais demorada da lava. São expelidos também gases vulcânicos como o H, CO2, HC1, H2S, NH4, cloretos voláteis de ferro potásssio etc., além do vapor d'água, que oscila entre 60 e 90°C; as fumarolas, que constituem as fendas ou fissuras por onde escapam os gases, cuja temperatura pode passar dos 500°; solfataras, exalações cuja temperatura encontra-se entre 100 e 200°C e são compostas principalmente de vapor d'água, H2S e CO2; as mofetas, exalações líquidas ou gasosas com temperatura próxima a 40°C constituìdas de CO2, vapor d'água ou fontes de água acidificadas pela presença do CO2; e os gêisers, que se caracterizam pela expulsão em esguichos a grandes alturas de vapor d'água contendo sais dissolvidos. Podem atingir até 500m de altura, como alguns existentes na Nova Zelândia (POPP, 1988). Também são observados materiais piroclásticos, componentes sólidos expelidos pelo vulcão que podem variar de tamanho desde as cinzas, que pulverizam grandes áreas após as explosões e as bombas, fragmentos semi-sólidos que, lançados a grandes alturas, giram sobre si mesmos ao mesmo tempo em que os gases são expulsos e adquirem uma forma típica de pão, alongados, contorcidos com vários centímetros de diâmetro (POPP, 1988).
Nas últimas semanas os principais meios de comunicações noticiaram exaustivamente a entrada em atividade do vulcão Puyehue, situado no Chile. Com Altitude Máxima de 2215 metros  o vulcão Puyehue e Cordón Caulle são dois vulcões em um só que forma um maciço montanhoso protegido por lei, sob a forma do Parque Nacional Puyehue. Tais vulcões são mais um dos vários que compõem a paisagem do Sul do Chile, que além deste tipo de montanhas, ainda tem belíssimos lagos.
O Vulcão Caulle ficou famoso por sua violenta erupção em 1960, refletindo o terremoto de 24 de maio de 1960 em Concepción, que foi o mais forte da histório do Chile, 9.5 pontos na escala Richter. O  Puyehue sempre esteve ativo, mesmo soltando apenas fumarolas, até culminar com a explosão atual que obrigou o fechamento do espaço aéreo do Chile, Paraguai, Argentina e do Sul do Brasil.
Confiram abaixo fotos espetaculares da explosão do Puyehue. 

 Fotos: UOL
Curiosidades
De acordo com Popp (1988), o nascimento de um vulcão pode ser observado e estudado detalhadamente em fevereiro de 1943 quando, no México, surgiu o Paricutin. Segundo o autor, "durante 18 dias as localidades de Paricutin e San Juan de Parangaricutiro sofreram tremores de terra que culminaram com a abertura de fisssuras na crosta da Terra. Observou-se que através das fissuras subia gás com grande quantidade de vapor d'água. Durante quatro dias desprenderam-se das fendas imensas nuvens negras de fumaça, depois acompanhadas de violentas explosões, lançando a uma altitude de 1.000 m rochas, pó e fragmentos incandescentes. (...). O primeiro derrame de lavas verificou-se numa fissura distante 300 m do cone. No sexto dia o cone alcançou uma altitude de 170 m. No terceiro mês o cone subiu a 350 m de altitude com a diminuição gradativa das atividades que após quatro anos atingiu 600 m de altura". Como as atividades tiveram como produto principal o derrame de lavas, atingindo grandes extensões e com espessura de 10 m, foi o suficiente para sepultar a cidade de San Juan de Parangaricutiro (POPP, 1988).
Principais erupções vulcânicas explosivas ocoridas no mundo, conforme Teixeira et al (2003).
Stromboli, Itália (1943), magnitude pequena;
Ulzen, Japão (1991), moderada;
Nevado del Ruiz, Colômbia (1985), moderada a grande;
Santa Helena, EUA (1980), enorme;
Pinatubo, Filipinas (1991), gigantesca;
Tambora, Indonésia (1815), colossal; e
Yellowstone, EUA (630.000 a.C.), incomensurável.
Referências:
POPP, José Henrique. Geologia geral. 4ª ed., Rio de Janeiro: LTC - Livros Técnicos e Científicos Editora, 1988.
TEIXEIRA, Wilson et al (orgs). Decifrando a Terra. São Paulo: Oficina de Textos, 2003.