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Geógrafo pela Universidade Estadual de Santa Cruz-UESC,Ilhéus/Itabuna; Urbanista pela Universidade do Estado da Bahia, UNEB, Campus Salvador; Especialista em Metodologia para o Ensino Superior, pela Fundação Visconde de Cayru; pós-graduando em Ecologia e Intervenções Ambientais pelo Centro Universitário Jorge Amado, UNIJORGE.

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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Artigo 2 - Transporte público

SETPS: uma praga no sistema de transporte público de Salvador e a situação atual da maior Estação de Transbordo da cidade

Por: José Raimundo Cruz

Conforme reportagem publicada pelo jornal A Tarde, edição do dia 10/07/2011, a Prefeitura de Salvador encontra-se impossibilitada de realizar licitação para concessão de novas linhas de ônibus para a capital. A última concorrência pública foi realizada no governo de Lídice da Mata, por sinal muito perseguida na época pelo carlismo, que era "dono" do Estado da Bahia.
Por conta desta falta de ação, 19 empresas ligadas ao SETPS (Sindicato das Empresas de Transporte Público de Salvador) vão empurrando com a barriga, administrando o sistema através de contratos emergenciais, renovados repetidamente segundo o jornal. O resultado são verdadeiras carroças rodando pela cidade, cujos donos, na maioria pais, filhos, netos e bisnetos estão pouco se lixando para o conforto dos usuários, querem é ver entrar dinheiro nos seus bolsos. São pessoas de mente arcaica, formadoras de clãs, onde é possível se ter, nesta cidade, apenas um indivíduo dono de várias empresas. Que sirvam de exemplos as empresas União, Joevanza, Costa Verde e, se não me engano, a recente aquisição da Litoral Norte. Nestas empresas é raro o passageiro encontrar um ônibus que ofereça um mínimo de conforto, todos oferecem um serviço de bordo a base de bancos de plástico. Imaginem trafegar nas ruas esburacadas da cidade. Como se não bastasse os filhos, netos e bisnetos destes empresários seguem o mesmo itinerário.
O imbroglio é devido a uma decisão judicial, gentilmente proferida pela juíza Maria Marta Góes, da 4ª Vara da Fazenda Pública. A magistrada resolveu atender ao sindicato, que entrou na justiça e ganhou o direito de receber uma dívida de 400 milhões em 2009, porém hoje, segundo a reportagem, pode ultrapassar os 520 milhões de reais. Esta dívida é desde o governo de Antonio Imbassay, que para evitar a não obediência à Lei de Responsabilidade Fiscal, enquadrou o débito que o sindicato possuía (não é mencionado o valor), pelo não recolhimento ao Fundo de Desenvolvimento do Transporte Coletivo de Salvador-Fundetrans, na dívida ativa do município.
Por lei, as empresas de transportes são obrigadas a repassar 6% da receita proveniente da tarifas, para ser aplicada em melhorias para o sistema, afinal elas usam os terminais, ruas, avenidas, finais de linha e não contribuem com nada. A contra argumentação do SETPS é que é obrigado a aplicar uma tarifa "social" (não se sabe qual e nem o valor). Estranho, não? E no final, após o encontro destas duas contas, a Prefeitura é quem deve ao sindicato. A laboriosa magistrada ainda estipulou uma multa diária de 3% do crédito fiscal, para impedir que a administração municipal impetre sucessivas ações anulatórias. A porcentagem aumenta o valor da dívida em 60 milhões de reais ao ano, segundo o secretário de Transportes e Infraestrutura de Salvador (Setin).
Ao saber que o governo municipal sinaliza fechar um acordo para resolver o impasse, o senhor presidente do SETPS, não vale a pena mencionar o nome, acredita que o entrave entre o pagamento do Fundetrans e a possibilidade do início do processo licitatório de exploração das linhas de ônibus urbanos, não se resolve nos próximos nove anos. É o que ele deseja, pois poderá ser o maior beneficiário desta situação.
Para concluir, se caso o percentual de 6% sobre as tarifas fosse recolhido ao Fudetrans, poderia haver recursos suficientes para melhorar as condições do caótico sistema de transporte público de Salvador. Serviria, principalmente, para manutenção das estações de transbordo do Iguatemi, Mussurunga, Pirajá e Lapa, que se encontram em estado lastimável. Na primeira, os passageiro não sabe em que posição permanecer para pegar o coletivo, pois os veículos não têm local exato para parar. Se tentar correr, certamente irá esbarrar em algum tabuleiro dos camelôs que tomaram conta do local. As mercadorias são expostas pelo chão, teto e até no gradil é possível visualizar soutiens balançarem. E olha que neste gradil, na época em que Salvador experimentou uma certa organização, serviu como local de exposição de trabalhos de diversos artistas. Hoje, o local dá medo e o barulho de todo tipo de som é infernal; a segunda é um pouco mais organizada, os vendedores são cadastrados e não se vê a presença dos ambulantes. O por que e até quando não se sabe; a de Pirajá recentemente foi bloqueada pelos usuários, cansados das filas e da espera de saída dos ônibus. Um veículo de comunicação flagrou diversos carros parados, cujos motoristas, refestelados nas poltronas, alegavam que tinham direito a 15 minutos de descanso. Enquanto isso as filas dobravam no terminal, irritando os passageiros. Um basta tem que ser dado a este descaso para com o cidadão do bem. Então tem mais é que bloquear e exigir melhorias, um novo tipo de transporte que ofereça conforto e segurança, pois o soteropolitano não aguenta mais; por fim, a maior estação de transbordo da cidade, por onde circulam quase 500.000 passageiros, transformou-se numa grande favela. Os camelôs estão em toda parte, não tem como circular pelo local. Ali, todas as normas de mobilidade são desrespeitadas. O fedor de urina impera em qualquer local que se vá. As escadas viraram sanitário público e os riscos de assaltos são iminentes. A lista de problemas é enorme e não cabe mencionar aqui. Mas, para se ter uma idéia do tamanho do caos no local, leiam a reportagem abaixo e vejam as fotos publicadas no jornal Correio da Bahia.
Fonte: Jornal A Tarde

Decadente, Estação da Lapa depende de verba da Embasa para ser reformada

Dos R$ 60 milhões que sairão dos cofres da Embasa, R$ 5 milhões serão destinados à reforma da maltratada estação


Suja, malcheirosa, cheia de goteiras e tomada por mendigos e camelôs, ainda resta uma esperança para a Estação da Lapa. Dos R$ 60 milhões que sairão dos cofres da Embasa, pela renovação da concessão com a prefeitura, R$ 5 milhões serão destinados à reforma da maltratada estação.
Outros R$ 5 milhões serão usados para a construção de duas passarelas na avenida ACM, e a maior fatia, de R$ 50 milhões, servirá para a substituição do asfalto da cidade. Para a liberação da verba, um convênio está sendo firmado entre a prefeitura e a Embasa, o que deve ser efetivado nos próximos 10 dias.
Já na próxima semana, o secretário municipal da Casa Civil, João Leão, espera lançar o edital para a reforma da Estação da Lapa. Segundo a Secretaria de Transportes e Infraestrutura (Setin), as intervenções serão emergenciais, já que a verba é insuficiente para grandes alterações estruturais. Posteriormente, mas ainda sem prazo, está prevista uma outra reforma, que custará R$ 26,4 milhões, financiados pelo governo federal, e que promete dar uma nova cara à estação.
Em abril do ano passado, o CORREIO mostrou a situação ‘cavernosa’ que se encontrava a estação. Nada mudou, e agora a prefeitura tenta sanar sua parcela de culpa. O projeto inclui troca de pisos, reforma das escadas rolantes, banheiros e o teto, completamente estragado por infiltrações e ferrugem. Mas, se os usuários não começarem a colaborar com a manutenção, as melhorias não durarão muito tempo.

Vandalismo

Além da estrutura velha e decadente, a estação é castigada diariamente pela ação de vândalos que - por acidente, falta de informação, para conseguir um trocado, ou pelo simples prazer de destruir - colaboram para piorar a vida deles próprios e das outras pessoas que precisam usar a estação.

Dos mais de 40 orelhões instalados no local, o difícil é o usuário encontrar um que funcione

“Toda hora a gente reforma o banheiro. Uma semana depois já arrancaram torneira, vaso sanitário... aí tem que interditar de novo”, contou um funcionário da administração, que não quis se identificar.
“Os próprios estudantes descem as escadas rolantes pelo corrimão, jogam lixo... aí acaba quebrando”, completou um vendedor ambulante que também pediu anonimato. Durante esta semana, quatro escadas rolantes estavam paradas e os dois banheiros fechados para manutenção. “O jeito foi descer a pé, devagarzinho, segurando no corrimão”, contou a aposentada Anailde Cardoso Fernandes, que disse ter um problema na perna.
Sem poder usar o sanitário, a diarista Luciene dos Santos, usuária da estação, conta como dribla o problema. “Tento segurar, mas se estiver muito apertada, vou no banheiro do shopping (Piedade)”. Já a vendedora de pipoca Tássia Pinheiro não pode abandonar o posto muitas vezes e achou uma solução que deixaria qualquer nutricionista de cabelo em pé. “O jeito é ficar sem beber água, pra não dar vontade de ir ao banheiro”.

Mau cheiro 

Sem banheiro, os homens acabam usando os muros e escadas da estação sem a menor cerimônia, dando origem a outro grande problema: o mau cheiro. “É esse cheiro insuportável qualquer dia e qualquer época do ano”, reclamou o aposentado Evandro Pedro Alves dos Santos, enquanto procurava por uma lixeira para jogar fora palitos dos picolés.
Isto porque as latas de lixo são constantemente roubadas. E, mesmo quando elas existem e estão bem pertinho, muitas pessoas preferem jogar o lixo no chão. Sorte dos ratos, que têm sua alimentação garantida e passeiam tranquilamente entre um bueiro e outro, aproveitando também as piscinas de água suja formadas pelas goteiras no teto.
A vizinhança não parece incomodar os mendigos, que dormem, pedem esmola e passam boa parte do dia perambulando pela estação. Nesse mar de problemas, a desempregada Maristela Bonfim encontrou um motivo para comemorar: achou um orelhão funcionando. “Na semana passada eu vim aqui e estavam todos quebrados”. Pura sorte. Nenhum dos 10 orelhões testados pelo CORREIO emitiu qualquer ruído.
Para combater o vandalismo, a Setin diz que já entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública pedindo efetivo policial. O órgão também informou que gasta cerca de R$ 80 mil por mês com a manutenção da estação.

Festa dos ambulantes

Para quem não se importar com o mau cheiro nem com a falta de conforto, a Lapa é um verdadeiro shopping center genérico. Guarda-chuvas, bolsas, brincos, canetas, acessórios para celular, cadarços de tênis, controle remoto, chinelos, lupas, mochilas, relógios, bonés, calculadoras, calças e até camisas de festas são vendidos na estação por onde passam em torno de 460 mil pessoas diariamente.
Os preços, bem abaixo que nas refrigeradas lojas dos grandes shoppings, variam de acordo com a cara e o poder de pechincha do comprador. “Custa R$ 14, mas faço pra você por R$ 12”, negociava um ambulante, que acabou vendendo o carregador de celular fabricado na China por R$ 10.
Perto dali, outro vendedor oferecia seus produtos: quatro pares de meia por R$ 10. Valmir Dantas compra a mercadoria em Pirajá e garante que, apesar de falsificadas, as meias têm a mesma qualidade de marcas conhecidas, como Nike e Adidas. “Pode pegar que é de qualidade, esquenta igual”.

Camelôs aproveitam movimento para vender todo tipo de mercadoria

E tem muita gente que não se importa se o produto não é original. Sorte de iniciante ou não, neste primeiro mês que Valmir exerceu a nova profissão conseguiu faturar R$ 800. Nada mau para quem estava há um ano desempregado. “Achei bacana, o preço. As meias são até de qualidade. As coisas estão tão caras hoje em dia que a gente tem que pesquisar muito”, justifica Raquel Gomes, uma das potenciais clientes.
Dez reais também é o preço que a vendedora Patrícia Rocha pede nas bolsas que compra por R$ 8 na Sete Portas. “Fazer o quê? É a concorrência, todo mundo que vende essa bolsa aqui pede esse preço”, diz, lamentando as consequências da lei da oferta e da procura.

Estação recebe 460 mil pessoas por dia

A Estação da Lapa é o maior terminal de transporte urbano de Salvador. Ela foi projetada pelo arquiteto João Filgueiras Lima, conhecido nacionalmente como Lelé, e inaugurada em 7 de novembro de 1982, pelo então prefeito de Salvador Renan Baleeiro.

De acordo com a Transalvador, são 30 mil metros quadrados de área construída, por onde passam 301 ônibus por hora e 460 mil pessoas por dia. A estação leva esse nome por causa da proximidade com o Convento da Lapa, localizado na avenida Joana Angélica.
Além da estrutura para embarque e desembarque de passageiros, a Estação da Lapa abriga também um pequeno centro comercial com 18 lojas, 16 boxes, quatro pipoqueiras, três caixas eletrônicos de bancos 24 horas e postos de apoio com duas salas de administração, uma de fiscalização, um posto da Polícia Militar, outro da Guarda Municipal e um de venda e recarga do Salvador Card, do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Salvador (Setps).

Fonte:  Correio da Bahia









Fotos: Correio da Bahia

domingo, 24 de julho de 2011

Música - morte de Amy Winehouse

A tarde de sábado do dia 23 de julho ficou mais triste, inclusive este que vos escreve. Morre aos 27 anos aquela que seria uma das maiores promessas da nova geração da soul music, Amy Winehouse.
Juntamente com suas compatriotas Joss Stone e Corinne Bailey Rae, Amy tinha tudo para fazer sucesso, mas na sua trajetória surgiram o álcool, as drogas e uma péssima companhia: o marido. Suas músicas são bem tocadas, arranjos muito bons e, acima de tudo, a voz e o seu jeito de cantar, expondo ao mesmo tempo fragilidade e talento. 
Seu último trabalho, Back to Black (de volta ao escuro), talvez aqui estivesse a tradução do inferno em que se transformou a sua vida, foi muito bem aceito pela crítica mundial rendendo-lhe cinco prêmios Grammy. Todas as músicas valem a pena ser ouvidas, com destaque para Rehab (reabilitação), onde a mesma recusa-se a internar-se em uma clínica para dependentes químicos; Wake Up Alone (acordar sozinha); Love Is A Losing Game (o amor é um jogo perdido); Tears Dry On Their Own ( as lágrimas não secam sozinhas); e, claro, a música-título do CD: Back To Black (de volta ao escuro) e aqui para nós, o arranjo desta música é sensacional. Vale a pena ouvir. 
Talvez o caro leitor tenha percebido as semelhanças entre os títulos das músicas e a vida da cantora, mas era isso mesmo, Amy cantava a sua vida.   
Amy juntar-se-á a outros talentos que se foram precocemente: Curt Cobain (do grupo Nirvana), Jimmy Hendrix, Jannis Joplin e porque não a nossa Elis Regina. Vai deixar muitas saudades.
José Raimundo.















Ciência e tecnologia - parque tecnológico de Salvador

Parque vai abrir em novembro



Salvador ganhará a partir de novembro o Tecnocentro,  primeiro prédio do Parque Tecnológico da Bahia, em construção na Avenida Paralela. A inauguração do parque, que começou a ser concebido em 2002, foi confirmada pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado, Paulo Câmera, à Tribuna. Nos lotes públicos haverá mais um centro da Ufba e Petrobras para pesquisas petrolíferas em campos maduros e mais um prédio para laboratórios compartilhados da Ufba. 

 O parque vai enfatizar as áreas de biotecnologia e saúde, energia e ambiente, tecnologia da informação e da comunicação, cultura e turismo. Em investimentos privados, a Portugal Telecom, entre outros, deve integrar o centro baiano. Deputado licenciado, Câmera confia que nos próximos 45 dias a Assembleia Legislativa aprove os incentivos fiscais ao empreendimento, que autorizará o Governo do Estado a conceder o uso de lotes públicos para empresas e ou instituições de base tecnológica interessadas em se instalar no parque. Em abril, a Câmara Municipal aprovou as isenções em IPTU e ITIV (Imposto de Transmissão Intervivos). 

O secretário disse que o Parque Tecnológico trará benefícios também à população baiana. “São eles: diversificação da economia, criação de empregos qualificados, aumento da capacidade de inovação regional, melhoria da competitividade das empresas locais e criação de imagem positiva para Salvador como centro de negócios de alto valor agregado”, afirmou. No total, o empreendimento já teve aportes de R$ 90 milhões, contando recursos dos governos Federal e Estadual, além da Prefeitura de Salvador, que doou o terreno. Abrange 581 mil metros quadrados de área, com possibilidades de ampliação em mais 500 mil metros quadrados. 

Quando os 82 lotes estiverem concluídos e ocupados, o Parque Tecnológico vai gerar cerca de 40 mil empregos.  Segundo Paulo Câmera,  deve abrigar ainda um  Laboratóriosde Certificação de Equipamentos Médicos, projeto do Ifba que aplicará R$ 1 milhão na iniciativa, com recursos da Finep. “Serão dois laboratórios para realizar os ensaios previstos nas normas brasileiras que tratam dos dispositivos de proteção contra raios-X para fins de diagnóstico médico e das normas internacionais, geral e específica, que define os requerimentos de segurança para luminárias cirúrgicas e de diagnósticos”, conta Câmera. 

Série de projetos em desenvolvimento


A  criação de uma incubadora, inicialmente voltada para área de saúde, é uma das propostas de utilização do Parque Tecnológico em gestação na Secti. A ideia já conta com aproximadamente 10 empresas interessadas. Em janeiro, acrescenta o secretário Paulo Câmera, a Portugal Telecom Inovação Brasil reafirmou compromisso de instalar no parque um centro de pesquisa e desenvolvimento de softwares nas áreas de telecomunicações e tecnologia da informação. 

Quanto ao prédio do Centro de Tecnologia em Energia e Campos Maduros, que terá financiamento da Rede de Recuperação de Campos Maduros da Petrobras, a Ufba já está escolhendo a área onde será erguida a sede. 

Serão 5,8 mil metros quadrados de área construída.  O projeto contará com quatro núcleos. Já o Instituto Brasileiro de Toxonologia do Semiárido será composto por vários laboratórios interligados, tendo como objetivo a realização de pesquisas e desenvolvimento de fármacos a partir de animais peçonhentos. 
Fonte: Tribuna da Bahia

sábado, 23 de julho de 2011

Infraestrutura - reforma da maior feira livre de Salvador

Feirantes serão transferidos em setembro




A transferência dos primeiros feirantes de São Joaquim para boxes temporários construídos no antigo galpão da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), batizado de Galpão Água de Meninos, já possui uma data definida para ocorrer. Segundo a diretora de planejamento e habitação da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), Lívia Gabrieli, a migração inaugural dos comerciantes para os novos armazéns, construídos ao lado da feira, deve ser realizada a partir de setembro, em conjunto com o início das obras de requalificação da enseada, considerada a segunda fase das obras de São Joaquim.

“Já temos 37% da primeira etapa concluída. A segunda fase já está em processo de licitação e deve começar a sair do papel em agosto ou setembro deste ano. De início, cerca de 200 comerciantes devem ser transferidos para os boxes. Antes de ocupar a nova estrutura, eles passarão por um treinamento, que visa qualificar o serviço prestado. A última parte da requalificação será a do miolo da feira. A previsão é que a obra esteja totalmente concluída em janeiro de 2013”, afirmou Lívia Gabrieli.

Conforme o planejamento da Conder, os comerciantes serão alocados no galpão de forma gradativa. A cada fase das obras de revitalização, pouco mais de 200 feirantes deverão ocupar as novas estruturas, construídas com ligação de água, energia, esgoto, além de balcões e câmaras frigoríficas, tudo de acordo com as exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No total, foram construídos 221 boxes entre as áreas interna e externa do galpão. 

As unidades serão destinadas para o comércio de frutas, verduras, cereais, carnes, peixes, artesanato, artigos religiosos e outros bens de consumo tradicionais da Feira de São Joaquim. 

Algumas estruturas construídas na área externa serão utilizadas exclusivamente para a venda de animais vivos, como galinhas e bodes. Outras foram destinadas especialmente para abrigar pequenos restaurantes. Alguns boxes abrigarão também comerciantes atacadistas. Para tanto, foi construído um pátio de carga e descarga, assim como um estacionamento para caminhões e para visitantes no horário comercial.

De acordo com a Conder, a obra de requalificação da feira consumirá um investimento total de R$36 milhões, com aportes do Governo do Estado e do Ministério do Turismo. Durante a reforma, serão executados serviços de drenagem, abastecimento de água e rede de esgoto, iluminação pública, telefonia e rede de gás. Dos 1339 boxes existentes na feira, 879 serão demolidos e reconstruídos. Os outros 460 restantes serão totalmente reformados, com atividades agrupadas por seguimento.

Bares e restaurantes


Outros 876 estabelecimentos comerciais denominados de bancas, dispostos entre as ruas da feira, também serão contemplados no projeto. Cerca de 60% do espaço de São Joaquim será coberto com telhas metálicas e na parte do fundo haverá a abertura para o mar da Baía de Todos os Santos, integrando atividades comerciais, serviços de bares e restaurantes e também espaços de lazer e contemplação.

Considerada a maior feira livre da Bahia, São Joaquim foi criada em 1964, após a destruição da Feira de Água de Meninos por um grande incêndio. Ela ocupa uma área de aproximadamente 38.500 metros quadrados, com mais de 60 ruas distribuídas em 67 quadras. Nela trabalham mais de sete mil pessoas, entre feirantes, ambulantes, carregadores e estivadores.

“Será um equipamento de comércio, mas também de cultura. Estamos trabalhando para conservar o valor simbólico que a feira possui. Não será um novo espaço, São Joaquim não perderá suas características. Apenas vamos recuperar a feira, conservando seus principais aspectos”, disse Gabrieli.
Fonte: Tribuna da Bahia


Educação - provável extinção do exame da OAB

Exame da OAB pode ser extinto



O Brasil possui 1.240 faculdades de Direito, enquanto é de apenas 1.100 o número de instituições que oferecem esse curso no mundo inteiro, incluindo nações como China, Estados Unidos e Europa, conforme Jefferson Kravchychyn, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). 

E, apesar de a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ter criado um mecanismo para avaliar a qualidade dos profissionais egressos das inúmeras faculdades que se proliferam, tornando-os aptos ou não para o exercício da advocacia, um novo parecer da Procuradoria Geral da República (PGR) acaba de considerar o exame inconstitucional, que colocaria um fim na saga de milhares de bacharéis que lutam para obter a tão almejada “carteirinha da OAB”.O parecer ainda vai passar pelo crivo do Supremo Tribunal Federal (STF). Se aprovado, todos os bacharéis que não obtiveram êxito na prova, vão poder exercer a atividade de advogado. Reprovado duas vezes no exame que realizou na Bahia, Caio Henrique Gusmão, de 23 anos, é um dos bacharéis em Direito que podem ser beneficiados com a medida. “Sei que tenho capacidade de trabalhar como advogado, mas não consegui passar ainda porque a prova é muito difícil, embora não seja capaz de medir a minha capacidade”, pondera o jovem. A presidente da Comissão de Exame de Ordem da OAB-BA, Christianne Gurgel, diz que, caso realmente isso aconteça, a sociedade estará enfrentando um sério risco. “A faculdade não é de advocacia. A pessoa sai de lá como um bacharel em Direito”, observa, salientando que o exame é um instrumento de fiscalização da qualidade do ensino jurídico que vem se proliferando no país. “Em 2000, tínhamos somente quatro instituições na Bahia, hoje são 56. O egresso de bacharéis vem se multiplicando ano a ano”, continuou.  O surgimento de novas instituições de ensino de Direito reflete também na crescente demanda de inscritos no exame. Na edição 2011.1, por exemplo, foram inscritos, na Bahia, 5.207 bacharéis, dos quais 3.644 somente em Salvador.Na avaliação do diretor da Associação Baiana de Mantenedores do Ensino Superior (Abames), Carlos Joel Pereira, o exame da OAB não reflete, de modo algum, a qualidade do ensino. “É uma motivação ideológica e política para reserva de mercado”, resume. Para o advogado, a realização de uma prova para avaliar os bacharéis é uma prerrogativa apenas da OAB. “Prática semelhante não acontece em outras profissões. O melhor seria então que, a cada cinco anos, fosse aplicado pelo Ministério da Educação (MEC) um exame obrigatório para todo e qualquer bacharel em Direito”, frisou.A vice-presidente da Organização dos Acadêmicos e Bacharéis do Brasil (OABB), Thamar Tenório Albuquerque, também defende a inconstitucionalidade do exame e diz que hoje existem 4 milhões de bacharéis impedidos de trabalhar no Brasil. “A Ordem não tem competência para legislar, para obrigar uma categoria a fazer um exame. Essa seria uma competência do MEC”, critica.Na opinião da advogada, o exame também deveria ser aplicado a todos os bacharéis do país, num período de 3 a 5 anos. “Muitos que estão hoje aí e nunca fizeram o exame certamente não iriam ser aprovados. Caem questões na prova da Ordem semelhantes às de concurso para procurador, algo desnecessário para quem acaba de sair de uma faculdade. O reflexo disso é que apenas em torno de 10% dos inscritos são reprovados”, observou.Thamar sugere que a OAB, em vez de aplicar o exame, crie estágio obrigatório de um ano para bacharéis em entidades como a Defensoria Pública, seja estadual ou federal. “A passagem pela Defensoria proporcionaria, por exemplo, notável ganho de conhecimento. O bacharel iria percorrer diversas varas e teria a oportunidade de aprender, no dia a dia”.

Fonte: Tribuna da Bahia

Transportes - uma nova alternativa de mobilidade para Salvador

Prefeito anuncia nova alternativa de transporte


O prefeito João Henrique (PP) anunciou ontem mais um projeto para garantir o bom desempenho do transporte de massa da capital baiana na Copa do Mundo 2014, o Aeromóvel. O chefe da Casa Civil de Salvador, João Leão, em conversa com a Tribuna, detalhou o projeto e deu a expectativa de que até o final do ano que vem já esteja em funcionamento a primeira etapa, cujo percurso será Calçada-Comércio, com três quilômetros de extensão.
Para tanto, num prazo máximo de 60 dias, o anteprojeto será entregue ao Ministério das Cidades, que será responsável pelos subsídios da obra, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Urbana. De acordo com o secretário, cada quilômetro de Aeromóvel custará R$ 30 milhões.
O secretário se reuniu ontem com o presidente da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), Francisco Carlos Caballero Colombo, e com o titular da Secretaria Municipal de Transporte e Infraestrutura (Setin), José Mattos, para discutir os projetos do plano de mobilidade urbana da cidade. Leão afirmou que ontem mesmo técnicos da CBTU e da Transurb, autarquia do Ministério das Cidades, já começaram a elaboração do projeto com uma avaliação visual do percurso.
O objetivo do Aeromóvel, segundo Leão, é completar a ligação do subúrbio ferroviário ao centro da cidade. Ele fez questão de ressaltar ainda que está mantido o projeto de transformação do trem que corta os bairros suburbanos em Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que foi antecipado por este diário.
Leão destacou a “rapidez” e o “baixo custo” de implantação e manutenção do transporte e explicou que o veículo não possui motor e não polui o ambiente, pois, conforme explicou, o Aeromóvel trafega em trilhos sobre um túnel de deslocamento de ar comprimido. “Tem um motor dentro do túnel que comprime o ar e joga pelas frestas dos trilhos fazendo o veículo andar. É muito rápido e confortável o transporte”, garante o chefe da Casa Civil.
Inspirado no modelo de Porto Alegre-RS, o Aeromóvel de Salvador terá capacidade para transportar até 150 passageiros de uma só vez e funcionará no sistema bate e volta com dois vagões, em direções opostas.
Os viadutos de trânsito do veículo deverão ter sete metros de altura. O trajeto da primeira etapa será das imediações da estação de trem da Calçada ao Terminal da França, no Comércio. O chefe da Casa Civil ressaltou também que todo o sistema de transporte permanece com o modelo de passagem integrada.
Fonte: Tribuna da Bahia

Escreva corretamente

1) ditongos e tritongos pertencem a uma única sílaba: au-tô-no-mo, di-nhei-ro, i-guais;
2) os hiatos são separados em dua sílabas: du-e-to, ca-a-tin-ga;
3) os dígrafos ch, lh, nh, gu, e qu pertencem a uma única sílaba: chu-va, mo-lha, es-ta-nho, guel-ra, a-que-la;
4) as letras que formam os dígrafos rr, ss, sc, sç, xs, e xc devem ser separados: bar-ro, as-sun-to, des-cer, nas-ço, ex-su-dar, ex-ce-to;
5) os encontros consonantais que ocorrem em sílabas internas devem ser separados, excetuando-se aqueles em que a segunda consoante e ou r: con-vic-ção, as-tu-to, ap-to, a-pli-ca-ção, a-pre-sen-tar.
Atenção! grupos consonantais que iniciam palavras não são separáveis: gnós-ti-co, pneu-má-ti-co, mne-mô-ni-co.

Fonte: Cipro Neto, Pasquale. Gramática da língua portuguesa/Pasquale & Ulisses. São Paulo: Scipione, 1998.